Scarlett Johansson critica James Franco na Marcha das Mulheres nos EUA

Um ano após a icônica Marcha das Mulheres nos Estados Unidos que ocorreu logo após a posse do presidente Donald Trump, as mulheres retornaram às ruas do país mais uma vez. Nesta edição a atriz Scarlett Johansson retornou aos holofotes para discursar durante o evento e acabou usando o seu poder de fala para criticar o seu colega James Franco .

Scarlett Johansson critica James Franco durante discurso na Marcha das Mulheres nos EUA
                                                                                                                            Reprodução

                                 Scarlett Johansson critica James Franco durante discurso na Marcha das Mulheres nos EUA

O ator foi acusado diversas vezes de assédio sexual por várias atrizes e este ano apareceu no tapete vermelho da premiação do Globo de Ouro, na qual foi o vencedor de Melhor Ator em Comédia por sua participação em “Artista do Desastre”, com um broche do “Time’s Up”, manifestação das mulheres contra casos de abusos em Hollywood. Durante discurso, Scarlett Johansson foi enfática: “Eu quero meu broche de volta”.

“Como pode uma pessoa se manifestar publicamente por uma organização que ajuda vítimas de abuso sexual enquanto faz isso com outras pessoas em sua vida privada?”, questionou a atriz. Apesar de não citar nomes, uma representante da atriz confirmou ao LA Times que ela falava de fato sobre James Franco.

Mais vozes

Viola Davis durante discurso em Los Angeles
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                                                                                    Viola Davis durante discurso em Los Angeles

Outras atrizes de Hollywood marcaram presença na marcha em Los Angeles, como Viola Davis. Em seu discurso, a atriz relembrou o movimento “#MeToo”. “Eu estou falando hoje não apenas para aquelas que fizeram parte do “#MeeToo”, porque eu também participei, mas quando eu levanto a minha mão, eu estou consciente de todas as mulheres que ainda estão em silêncio. As mulheres que não têm dinheiro e não têm a Constituição, que não têm a confiança e as imagens em nossa mídia que lhes deem uma sensação de autoestima suficiente para quebrar o silêncio que está enraizado na vergonha e no estigma do estupro”, disse.

Já a atriz Natalie Portman, revelou ter sofrido “terrorismo sexual” em carta aberta. Segundo a atriz, quando completou 12 anos durante a gravação do filme “The Profissional”, ela começou a descobrir-se enquanto mulher, com seus desejos e sua própria voz. Entretanto, aos 13 anos, percebeu que tinha virado objeto de desejo sexual por homens. Assim, ela acabou recusando diversos projetos, em especial aqueles que tinham cenas de beijos.  “Aos 13 anos, a mensagem da nossa cultura foi clara para mim: eu senti a necessidade de cobrir meu corpo e inibir minha expressão e meu trabalho para enviar minha própria mensagem para o mundo de que eu sou alguém que merece segurança e respeito”, disse. “A resposta a minha expressão, de pequenos comentários sobre meu corpo para declarações deliberadamente mais ameaçadoras, serviram para controlar meu comportamento em um ambiente de terrorismo sexual”, completou a atriz.

Diferentemente de Scarlett Johansson e as outras atrizes, a cantora Halsey, em sua segunda participação na marcha, resolveu utilizar seu espaço de fala para declamar um poema poderoso sobre experiências enquanto mulher. A artista começa em 2009, afirmando que estava sozinha aos 14 anos ao lado de sua melhor amiga que foi estuprada. Depois, a cantora passa para 2002 quando o filho de um amigo da mãe a assedia. Mais tarde, em 2012, Halsey afirma namorar um cara mais velho que compra tudo para ela e a obriga a fazer sexo, afirmando que ela “não pode dizer não”. O poema termina em 2018 com a artista afirmando que “ninguém está a salvo” e que todas as mulheres possuem uma história igual a dela.

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