Artigos com o marcador Livros
Ex BBB vai lançar livro em São Paulo
29/08/10

A jornalista mineira Ana Angélica Martins, a Morango do BBB10 se prepara para estrear na literatura com o livro “Quebrando o Aquário”, que ela lança na próxima terça-feira, dia 31, em São Paulo.
De acordo com a Folha Online, segundo a autora, o livro tem muito de autobiográfico e haverá histórias gays na trama, mas de forma “bem subjetiva”.
A ex-BBB também diz ter se inspirado em experiências vividas dentro do confinamento. “Um dos contros traduz uma história que vivi lá dentro”, revela.
A jornalista conta estar se preparando para um ensaio sensual, mas diz ainda não poder revelar para que revista fará as fotos. “O ensaio será bem ousado e não posarei sozinha”, conta.
Em junho, ela e a também ex-BBB Cláudia Colucci, a Cacau, negociaram um ensaio em conjunto com a “Playboy”, mas as partes não chegaram a um consenso com relação ao valor do cachê de ambas.
Durante o “BBB”, parte dos telespectadores achava que Morango tinha interesse na colega de confinamento. O apresentador Pedro Bial chegou a dizer que a mistura de morango com cacau, usado para fazer chocolate, “seria uma boa”.
Área Vip
Fernanda Young deixa “talk show” e escreve autobiografia
17/08/10

O momento atual de Fernanda Young é uma “despedida de casado”. Após gravar os últimos episódios do talk show “Irritando Fernanda Young”, que apresenta há cinco anos no canal pago GNT, ela se prepara para embarcar em novos projetos.
Entre eles, estão a gravação de um reality show de turismo, a adaptação de seu último livro (“O Pau”) para o cinema, sua autobiografia e a reedição de seus nove livros pela editora Rocco.
O reality show “Duas Histéricas” conta a história dos conflitos encontrados por duas amigas durante viagens e será estrelado por Fernanda e pela atriz Camila Machado, sua assistente há anos.
“Viagem é um momento muito bom de conflito, de briga, de crise, de término. Toda vez que eu viajo com o Alexandre [Machado, o marido, com quem escreve todos os roteiros] para Disney eu penso categoricamente: “Eu vou me separar desse gordo escroto. Nesse nível”, conta.
O primeiro programa será gravado no mês que vem na Tailândia, aproveitando a viagem das duas para o casamento de um casal de amigos gays.
Leia abaixo trechos da entrevista.
Folha – Como foi a decisão de acabar com o programa?
Fernanda Young - Você tem que sair no momento em que você poderia ficar mais, bem mais. É igual festa, namoro, casamento, tudo dessa ordem. Evita o desgaste. Eu encerro o “Irritando” sem nenhum motivo de conflito, sem nenhuma razão absolutamente necessária. Simplesmente eu acho que se eu me permitir a continuar fazendo mais, eu posso ter a minha alegria roubada e posso realmente começar apenas a utilizar uma fórmula que pra mim já é conhecida, e isso me amedronta muito.
O que te amedronta? Usar uma fórmula?
É, ninguém vai para o programa para divulgar nada. As pessoas podem mostrar aquilo que é comum aos seres humanos, como a irritação ou o amor. Quando a gente admira muito uma pessoa, tem a impressão de que ela está sempre incrível, porque ela nunca reclama de nada.
Você não vai sentar e falar: “Cara, é um saco você ter que ir pra uma cidadezinha, depois outra, lançar livro e não sei o que”. E um programa que você pode ir e revelar as condições de trabalho que não são tão incríveis é muito interessante. Eu jamais poderia entrevistar alguém que eu não tivesse interesse.
Quem?
Eu sou uma pessoa muito interessada pelo humano, mas pelo artista nem sempre. Não me interessaria saber sobre o trabalho de um cantor sertanejo, por exemplo, porque eu ia ficar: “Mas você vai lá e canta com aquela vozinha…?” Sabe? O que eu ia dizer? Sei lá.
Tem Vitor e Wolf… essas duplas. O que eu ia falar… Vitor e Wolf eu acho que é até uma dupla de designers, eu estou confundindo tudo. Não tem? [diz, às gargalhadas, confundindo a dupla sertaneja Victor & Leo com os estilistas Viktor & Rolf]. Entretanto, eu não gosto de axé music e entrevistei Ivete com muita curiosidade, porque eu acho ela uma máquina, uma show woman, e eu admiro o trabalho dela.
Quem mais você gostou de entrevistar?
Tem pessoas que foram surpreendentes, uma delas é o Ary Fountoura. Eu sempre gostei dele, me lembro de ter visto coisas que ele fez quando criança, como “Saramandaia”. Mas eu não sabia como ele era. E eu morri de rir, ele é muito engraçado, doido, anárquico.
Ney Matogrosso me impressionou muito, porque é muito bonito e sedutor. É um homem que tem uma idade que não parece ter e é híbrido, não tem sexo algum, mas é excitante. Eu até achei que me apaixonei por ele.
Cauã Reymond, eu não sabia que ele era tão inteligente. Porque meu, um cara lindo, galã da Globo. Eu falei: “Boring” [chato, em inglês]. [Ele é] interessantíssimo, rápido, engraçado, inteligente, doído, com conflitos, digamos que ele não está ausente da complicação que ele se meteu.
Quem não entrevistou e gostaria de entrevistar?
Roberto Carlos, Xuxa, Caetano Veloso –que eu convidei várias vezes e nunca aceitou, fico magoadíssima. Não sei por que, mas eu fico magoada [ri]. Caetano foi a primeira pessoa que eu convidei, insisti muitas vezes e vou continuar insistindo. Mas é uma pessoa que eu gostaria de entrevistar, principalmente no tema irritação, eu acho que ele teria muito a oferecer, já que eu acho que ele é uma “musa” inspiradora pras minhas irritações e pros meus devaneios com a imprensa. Ele faz bem pior do que eu.
Faria outro programa de televisão?
Eu nunca pensei que eu me tornaria uma boa entrevistadora como eu me tornei, e taí uma coisa que eu não quero abrir mão. Mas eu não aceito fazer qualquer coisa, porque as pessoas são inteligentes. Qualquer ideia de que o público em geral é burro é paternalismo.
Nunca oferecemos [ela e Alexandre] nada pra agradar e fazer sucesso através da burrice. Eu odeio essa descrição de público A, B, C e D. Acho grosseira, elitista. Não me considero “cult”, não me considero elite. Faço apenas o que gosto, porque não abro concessão. Isso gera problemas, porque obviamente eu poderia trabalhar mais, mas não dá pra ser diferente.
E essa história de estar comprando equipamentos…
Eu comprei uma câmera incrível, muito boa, comprei microfones de lapela, comprei tudo. Juro. Estou num momento meio fanzine, sabe? São muitos anos fazendo [programas] com eficiência, com equipes incríveis. É claro que eu nunca vou fazer uma coisa com som ruim, uma coisa feia, obviamente vou estar sempre as voltas com pessoas que eu considero talentosas.
Você quer fazer as coisas sozinha, então?
Quero, quero sim. Eu pretendo adaptar “O Pau” [seu último livro] pra cinema para internet. Vou chamar dois atores, provavelmente vão ser dois bons atores. Eu sei adaptar, sei fazer diálogo pra ator, porque sou formada em artes cênicas, sei mastigas as palavras pros atores fazerem de forma melhor. Talvez seja o meu momento Glauber Rocha, uma câmera na mão e uma idéia na cabeça [diz, se referindo a célebre frase do cineasta].
E os livros?
A Rocco vai relançar todos os meus nove livros, eles me deram esse presente que é poder acompanhar a parte gráfica, junto com a diretora de arte da editora. Estamos fazendo uma coisa muito sofisticada, muito bonita. Vão começar a lançar já nesse ano, os primeiros serão “Cartas Para Alguém Bem Perto” e “O Efeito Urano”.
O décimo livro, que eu já estou escrevendo, é “Acho que Foi Assim”, minha autobiografia não-autorizada. Isso parece muito cínico, uma pessoa com 40 anos de idade escrever uma autobiografia. Para os implicantes vai ser mais um presentinho.
O título quer dizer que eu estou sujeita a estar totalmente errada. Já falei muito isso com a minha terapeuta. “Mas será que não foi assim e eu sou um espírito de porco e to pensando que foi assim?”. E a questão é que não, se você sentiu assim e lembra como dessa forma e acha que foi assim é porque é assim. Não vou me poupar, porque não tenho interesse nisso, mas vou poupar muita gente.
por CAROL NOGUEIRA
Aos 16 anos, Justin Bieber publica suas memórias em outubro
03/08/10

O cantor canadense Justin Bieber, que aos 16 anos já conta com uma legião de fãs, publicará em outubro um livro de memórias, que repassará sua curta carreira, informou hoje a editora HarperCollins, encarregada de sua publicação nos Estados Unidos e no Reino Unido.
Nascido em 1994, na cidade canadense de Stratford, o cantor contará suas jovens memórias em “Justin Bieber: First Step 2 Forever: My Story”, um livro no qual, segundo a editora, repassará com a ajuda de fotografias “seu maravilhoso caminho rumo ao estrelato”.
“Estou entusiasmado de poder compartilhar um pouco mais do meu mundo com meus fãs através deste livro”, disse Bieber em comunicado, em que assegurou que este novo projeto, no qual serão incluídas fotografias nunca vistas dele em seus shows, é uma nova maneira agradecer seus fãs.
O livro contará sua carreira, desde que protagonizava alguns dos vídeos mais vistos no YouTube até que conseguiu assinar um contrato, que o levou a seu primeiro álbum de estúdio, “My World”, com o qual atingiu os topos das listas de vendas.
DA EFE, EM NOVA YORK
É lançada biografia de Lady Gaga
03/08/10

Recém- lançada a biografia que conta toda a vida da excentrica cantora, de 24 anos, desde de criança quando sua mãe a obrigava a tocar uma hora de piano por dia, e ela já sabia como chocar as pessoas até o seu último álbum, The Fame Monster.
- Sempre quis ser uma estrela. Sempre quis ser algum tipo de veículo comercial que tivesse a atenção do mundo e pudesse dizer e fazer coisas para inspirar as pesoas. Isso foi sempre o que eu quis fazer.
A escritora da biografia, Helia Phoenix, não viu Lady Gaga, enquanto escrevia mas é repleta de informações e curiosidades. O livro também tem muitas fotos da cantora.
E conta também da época em que a cantora ainda era do colegial e um vendedor a ouviu cantar e deu o telefone de seu tio Don Lawrence, da indústria fonográfica que começou a dar aulas de canto para Gaga. No último álbum a cantora agradece ao seu professor.
-Você é o maior e o mais talentoso professor que já tive. Obrigada por minha voz, minha ética no trabalho e minha disciplina
Portal Wen
Apresentador do “Manhã Maior” vai lançar livro sobre viagens à Índia
30/07/10
O jornalista Arthur Veríssimo, um dos apresentadores do “Manhã Maior”, da Rede TV!, se prepara para lançar o livro “Karma Pop”. A obra registra em fotografias as viagens e reportagens realizadas na Índia, entre 1994 e 2010. Se tudo correr como o planejado, o livro será lançado no final de agosto. Nos bastidores da Rede TV! poucos deram valor para o boato sobre troca de apresentadores do “Manhã Maior”. Segundo informações que circulam pela emissora, a ideia dos responsáveis pela programação é incluir novos quadros, mais repórteres e colaboradores para atrair audiência e buscar credibilidade.
Parabólica JP
Veja o segundo pôster de “Haven”, baseado na obra de Stephen King
21/06/10

O SyFy divulgou no final de semana o segundo pôster de Haven, baseado em história de Stephen King.
O seriado conta a história da agente do FBI Audrey Parker, que vai a uma pequena cidadezinha do Maine chamada Haven para investigar casos sobrenaturais. Sem que ela saiba, lá vivem no exílio pessoas que foram amaldiçoadas em suas vidas. Já foram programados 13 episódios para a primeira temporada. O piloto tem roteiro de Sam Ernst e Jim Dunn.
O programa é uma adaptação do livro The Colorado Kid, a primeira publicação de Stephen King após ter terminado sua heptalogia A Torre Negra. A história do livro, porém, é completamente diferente do seriado. No livro, a trama é centrada na estagiária de jornalismo Stephanie McCann, que precisa desvendar os segredos de um cadáver encontrado em uma pequena ilha do Maine.
Por Artur Tavares
Leda Nagle, do ‘Sem censura’, lança livro sobre o jeito mineiro de ser
14/06/10

Apresentadora do “Sem censura”, Leda Nagle vai lançar um livro no próximo dia 22 no qual promete desvendar o jeito mineiro de ser. A jornalista, que nasceu em Juiz de Fora, entrevistou 80 personalidades naturais daquele estado que, mesmo fazendo sucesso, mantiveram a “mineirice”.
A cantora Ana Carolina, o ator Lima Duarte e o cartunista Ziraldo estão entre os entrevistados reunidos em “De Minas para o Mundo – Levando Minas no gesto e no coração”.
- As histórias que desejo ajudar a contar são os casos de mineiros que saíram de Minas mas levaram Minas no jeito, no gesto e no coração. Ou até não saíram de Minas, mas o trabalho deles, a arte deles, o ofício deles espalhou-se pelo mundo – mineiramente – adianta Leda.
O livro será lançado no próximo dia 22, às 18h, no Hotel Sofitel, na Avenida Atlântica, em Copacabana.
por Patrícia kogut
Cassetas se reúnem para lançar livro de Bussunda
22/05/10
Não faltou ninguém. Beto Silva, Cláudio Manoel, Marcelo Madureira, Hélio de la Peña, Humberto Aranha e Maria Paula, os Cassetas, compareceram em peso no lançamento do livro Bussunda – A vida do Casseta, nesta quinta-feira (20). Os humoristas se reuniram na livraria Travessa, no Rio de Janeiro, com famliares e fãs do colega, que morreu há quatro anos.
Quem roubou a cena no evento foi Felipe, de 1 ano e 11 meses. O pequeno, que é filho de Maria Paula, exibiu seu corte em homenagem ao jogador do Santos, Neymar, e não saiu do colo dos pais.
por Renan Botelho
Formato e direitos travam e-book no Brasil
24/04/10

Se livrarias virtuais brasileiras já têm milhares de livros eletrônicos à venda, por que tão poucos títulos são em português? Por que esse mercado, ascendente nos EUA, não deslanchou no Brasil? As perguntas, que circulam no meio editorial e entre leitores, não têm respostas prontas nem simples, mas por ora duas surgem como mais esclarecedoras.
Uma, inacreditável, é tecnológica: o país praticamente não tem mão de obra especializada para converter os livros para o formato escolhido até agora como padrão pelo mercado, o ePUB. A outra razão é empresarial: editoras, livrarias e autores não definiram um modelo de negócios, ou seja, não há consenso sobre o preço médio do livro, sobre a divisão de receitas entre as partes da cadeia produtiva e, o mais grave, a maioria das editoras terá de renegociar os contratos com os autores, já que os atuais não preveem direitos digitais.
No primeiro caso, chama a atenção a experiência da Zahar, pioneira na venda de e-books no país. A editora recorre a empresas na Índia e nas Filipinas, subcontratadas de firmas nos EUA, para transformar em ePUB os seus livros digitais. Desenvolvido pelo IDPF (fórum internacional de publicações digitais) para ser o formato padrão do mercado, o ePUB é mais dinâmico que o popular PDF, pois o fluxo e o corpo do texto se adequam ao aparelho.
Após diagramar o livro, a Zahar envia o arquivo para a Ásia. Quando ele volta, em formato ePUB, “perde a formatação e às vezes o conteúdo”, conta a diretora Mariana Zahar. Dá-se então um contato tortuoso com indianos ou filipinos, para que o serviço seja corrigido. “Vira um caos, é uma novela”, queixa-se. A editora, por isso, estuda voltar ao PDF.
O tradicional formato é defendido também por Carlos Eduardo Ernanny, dono da Gato Sabido, primeira loja de e-books do país. “É muito bizarro, há quatro meses tenho dois desenvolvedores de sistema sêniores trabalhando na criação de um conversor de formatos, e estamos apanhando.”
Ele afirma que insistirá, mas defende que “não se deve atrasar publicação de livro se só houver PDF, que é um formato gostoso de ser lido”.
“Não adianta editoras quererem recuperar o passado inteiro. Ele está perdido”, diz Ernanny, outro a sofrer com os prestadores de serviço asiáticos. “É seríssimo. Os livros vêm sem cedilha nem hífen. Você também não entende o que eles falam, aquilo não é inglês.”
Recém-chegada à venda de e-books (começou as vendas neste mês), a Livraria Cultura diz ter especialistas que já convertem os livros para ePUB. “É gente daqui e de outro mundo”, despista o dono da rede, Pedro Herz, questionado sobre onde contratou a mão de obra.
A Cultura, apurou a Folha, já está convertendo sob encomenda para editoras.
Mas Herz continua cético quanto a um crescimento veloz do livro digital. Em quase um mês, diz ter vendido apenas 134 e-books. “É muito pouco.”
O livreiro é um dos que defendem que o maior nó do mercado é a rediscussão dos direitos autorais. “O medo está aí. Isso vai inundar o Judiciário.”
Diretor da Singular, loja virtual do grupo Ediouro, Newton Neto concorda com Herz. Embora também seja cliente dos asiáticos para converter formatos, ele avalia que o debate sobre modelo de negócios e renegociação de direitos ainda está “muito aberto e confuso”.
Ainda incipiente na oferta de e-books, a Singular aposta também em outros canais, como a impressão sob demanda e a parceria com o Google na polêmica investida da multinacional para digitalizar todos os livros possíveis e negociar direitos só com quem buscá-los.
Outro entrave ao desenvolvimento do mercado no Brasil é o preço dos leitores eletrônicos. Todos são importados e custam em média US$ 250 (R$ 440), fora impostos, que podem dobrar o valor. A Gato Sabido vende seu Cool-er, inglês, ao preço final de R$ 750.
por FABIO VICTOR
Oprah Winfrey rechaça “pseudo-biografia” em evento
21/04/10

A apresentadora Oprah Winfrey falou pela primeira vez sobre uma polêmica biografia sua feita pela biógrafa de celebridades Kitty Kelley. As informações são da revista “People”.
Nesta segunda-feira, Oprah entregou um prêmio para a amiga e também apresentadora Gayle King e brincou a respeito do livro. “Ela é uma amiga que às vezes se importa mais com a minha vida do que eu. A última semana foi bem difícil para ela, depois que uma ‘pseudo-biografia’ saiu”, disse Oprah.
Oprah falou ainda sobre uma afirmação que Kitty faz no livro, alegando que o pai da apresentadora não é seu pai biológico. “Gayle teve um trabalhão com todos os meus novos pais aparecendo”, disse Oprah.
Além dessa acusação, o livro fala dos abusos que Oprah suspostamente sofreu na infância e de sua dependência em drogas.
Papa João 12° cegou um cardeal, castrou outro e dormiu com a mãe; veja trecho
15/04/10
Apesar das controvérsias contemporâneas em torno da Igreja Católica, os papas mais recentes se comportam muito bem se comparados com alguns de seus antecessores. O livro “A História Secreta dos Papas” mostra como diversos sumos sacerdotes da Igreja Católica agiram de forma bem contrária aos ensinamentos cristãos que representavam.
Durante a Idade Média não faltaram papas que foram especialistas em conspirações, assassinatos e até bruxarias. O livro conta algumas das histórias mais assustadoras do Vaticano. Uma delas é o Sínodo do Cadáver, em que o bondoso –e falecido– papa Formoso foi desenterrado, julgado por seu sucessor Estevão 7° e jogado no Rio Tibre.
O livro ainda mostra com detalhes como funcionou a sanguinária Inquisição e conta a história de algumas das suas mais célebres vítimas, como Galileu Galilei, que só escapou da morte porque foi obrigado a negar publicamente seus ideais.
Mas talvez o mais terrível pontífice da história da Igreja Católica seja João 12°, que castrou um de seus cardeais, cegou outro, torturou desafetos -até retirando a pele de alguns– e chegou a brindar ao demônio em seus diversos bacanais. Apesar da tentativa de diversos bispos de retirar de alguma forma João 12° de sua posição, ele só sossegou mesmo após ser surpreendido pelo marido de sua amante e assassinado com uma martelada no crânio.
Leia abaixo um trecho de “A História Secreta dos Papas” sobre João 12°.
*
Dormiu com as prostitutas de seu pai e chegou ao cúmulo de manter relações com sua própria mãe. João XII também presenteava suas amantes com cálices de ouro, verdadeiras relíquias sagradas da igreja de São Pedro. Ele ainda cegou um cardeal e castrou outro, causando sua morte. Apoderava-se das oferendas feitas pelos peregrinos para apostar em jogos. Nessas seções de jogatina, o próprio papa costumava evocar os deuses pagãos para ter sorte ao arremessar os dados. As mulheres eram advertidas a se manterem longe de São João de Latrão, ou de qualquer outro lugar frequentado pelo papa, pois ele estava sempre a procura de novas conquistas. Após pouco tempo, os romanos estavam tão furiosos com tais atitudes que o papa começou a temer por sua vida. Sendo assim, resolveu saquear a igreja de São Pedro e fugir para Tívoli, a 27 quilômetros de Roma.
João XII estava causando tanto estrago ao papado e ao Vaticano, superando os crimes e pecados de seus antecessores, que um sínodo especial foi convocado. Todos os bispos italianos, 16 cardeais e outros prelados (alguns alemães), reuniram-se para decidir o que fazer com o devasso pontífice. Convocaram testemunhas e ouviram evidências sob juramento. Então, fizeram uma lista que adicionava ainda mais acusações às informações bizarras e assustadoras que já possuíam sobre João. Algumas delas foram descritas em uma carta escrita a João pelo Imperador do Sacro Império Romano, Otto I da Saxônia:
O papa João, ainda no exílio em Tívoli, respondeu a Otto em termos ameaçadores que aterrorizaram Roma. Caso o sínodo o depusesse, ameaçou excomungar todos os envolvidos, e assim não poderiam celebrar missas ou conduzir uma ordenação. Em termos cristãos, esse é o pior castigo que um papa pode dar, pois a excomunhão significa estar fora da igreja, perdendo sua proteção e arriscando o espírito imortal.
A Vingança de João XII
O imperador Otto não se curvou à ameaça de excomunhão do papa e o depôs, colocando em seu lugar o papa Leão VIII sem que João soubesse. Quando retornou a Roma, em 963 D.C., sua vingança foi infinitamente pior que sua ameaça. João XII depôs o papa Leão e, ao invés da excomunhão, executou e mutilou todos os que fizeram parte do sínodo. Um bispo teve a pele arrancada, um cardeal teve o nariz e dois dedos cortados e a língua arrancada, e 63 membros do clero e da nobreza romana foram decapitados. Na noite de 14 de maio de 964, parece que todas as rezas implorando a morte de João XII foram ouvidas. Segundo a descrição do bispo João Crescêncio de Protus: “enquanto estava tendo relações sujas e ilícitas com uma matrona romana, o papa foi surpreendido pelo marido de sua amante em pleno ato. O enfurecido traído esmagou seu crânio com um martelo e, finalmente, entregou a indigna alma do papa João XII a Satã”.
A Morte Chega para Marózia
A Igreja ainda não tinha acabado com a família das “meretrizes”, que gerou nove dos mais pecaminosos papas já existentes e denegriu o nome do papado. Em 986, 22 anos após a dramática morte de João XII, o bispo Crescêncio foi até o Castelo de Santo Ângelo para ver a mãe de João, Marózia. Aquela mulher antes exuberante agora parecia um saco de ossos, vestida em farrapos.
*
“A História Secreta dos Papas”
Autor: Brenda Ralph Lewis
Editora: Editora Europa
Páginas: 256
Biógrafa diz que Oprah só se interessa por trabalho e é “assexuada”
13/04/10

A biógrafa de celebridades Kitty Kelley diz que a apresentadora de televisão Oprah Winfrey investe tanta energia em sua vida profissional que a mulher mais poderosa da mídia dos EUA não tem tempo para sua vida pessoal.
O novo livro de Kelley, “Oprah: A Biography”, chega às livrarias norte-americanas na terça-feira e já decepcionou alguns observadores da mídia, que esperavam que ele pudesse pôr fim a anos de especulações de que Winfrey possa ser gay e responder a dúvidas quanto a seus relacionamentos com seu noivo, Stedman Graham, e sua amiga Gayle King, editora da revista “O, the Oprah Magazine”.
Mas depois de cerca de 850 entrevistas, Kelley, que já escreveu biografias contando intimidades sobre a família Bush, Frank Sinatra e Nancy Reagan, diz que concluiu que Winfrey, que é noiva de Graham desde 1992, simplesmente não se interessa por ninguém.
“Ela tem 56 anos e pode quase ser descrita como ‘assexual’, porque investiu toda sua energia sexual em seu trabalho, sua carreira e a construção de seu império, e as recompensas financeiras que conseguiu são realmente suficientes para satisfazê-la”, disse Kelley à Reuters.
Oprah Winfrey se negou a ser entrevistada para o livro de Kelley, e sua porta-voz, Angela DePaul, disse que a apresentadora não tem declarações a dar sobre o livro ou qualquer uma das afirmações de Kelley. No passado, Oprah negou ter um relacionamento lésbico com King.
Mas “Oprah: A Biography” é um dos livros mais aguardados nos EUA este ano precisamente porque Kelley já ganhou milhões de dólares vendendo fofocas. O Crown Publishing Group, pertencente à Random House, da Bertelsmann, imprimiu uma tiragem inicial de 550 mil exemplares.
Oprah Winfrey tornou-se uma influência cultural poderosa nos EUA depois de converter o programa que comanda há quase 25 anos, “The Oprah Winfrey Show,” em um empreendimento tremendamente lucrativo e acumular uma fortuna estimada pela revista Forbes em US$ 2,3 bilhões.
A biografia, que tem 525 páginas, cobre a infância de Winfrey na zona rural do Mississippi. Ela teve um bebê aos 15 anos de idade.
De acordo com Kelley, o traço mais marcante de Oprah é sua natureza ambiciosa.
“Oprah tem garra e pique tremendos. Ela nunca para de trabalhar, e sua carreira e seu império são as prioridades em sua vida”, disse ela.
A influência que Oprah exerce é tão grande que Kelley, que contou ter recebido ameaças de morte depois de publicar sua biografia de Nancy Reagan, disse que teve dificuldade em encontrar uma editora, “porque todas são tão dependentes dela”.
por CHRISTINE KEARNEY
da Reuters, em Nova York
Gay do “Big Brother Brasil 10″ vai lançar livro “O Diário de Serginho”
13/04/10
A lista dos participantes do “Big Brother” que se aventuraram no mercado editorial após a fama repentina obtida no programa vai aumentar.
O estudante paulistano Sérgio Franceschini, 21, que participou do “Big Brother Brasil 10″ no primeiro trimestre deste ano, vai lançar um livro, informou o jornal “O Globo” nesta terça-feira (13).
A obra vai se chamar “O Diário de Serginho”. Não foi informado o nome da editora nem a data do lançamento.
Conhecido na internet como Sr. Orgastic porque era frequentador da festa Orgástica, em São Paulo, onde costumava tirar fotos, Serginho virou uma celebridade do mundo virtual ao entrar no reality show da Globo.
Gay assumido, ele foi eliminado do programa no dia 21 de março e declarou, após sair da casa, que pretende terminar seu curso de moda, lançar sua marca própria de roupas e ainda montar uma ONG para trabalhar na questão do preconceito contra os homossexuais.
Outra participante do “BBB 10″ com pretensão de colocar uma obra no mercado é a jornalista Ana Angélica. Após ser eliminada do programa, ela declarou que pretende lançar um livro de contos. “Sou jornalista e há tempos escrevo contos. O livro já está pronto há uns quatro anos, mas agora quero publicar.”
A professora universitária e doutora em linguística Elenita Rodrigues, apreciadora de Clarice Lispector, também planeja lançar um livro ainda neste mês de abril.
Folha
Ministério Público reclassifica livro de Danilo Gentili
08/04/10
Sucesso entre adolescentes, o livro “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola”, de Danilo Gentili, do “CQC”, foi alvo de denúncia no Ministério Público de São Paulo. Um pai de um leitor menor de idade enviou uma carta ao órgão criticando a obra, que ensina más maneiras aos estudantes. O MP entrou em contato com a editora, Panda Books e solicitou que fosse estampado uma recomendação na capa da publicação, dizendo que a obra é adequada apenas para maiores de 18 anos. A editora, que tem 120 dias para tomar a providência, acatou a recomendação e o livro não corre o risco de ser recolhido. “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola” já vendeu 12 mil exemplares.
por Flávio Ricco
“O Manual da Bruxa para Cozinhar Crianças” mistura suspense e bom humor
08/04/10
Para a bruxa Holaderry, o mundo não é mais o mesmo.
“O Manual da Bruxa para Cozinhar Crianças” pode ser descrito como uma história que os irmãos Grimm escreveriam se estivessem vivos hoje. Acostumada com os bons e velhos tempos na floresta, nos quais capturava crianças para as suas refeições à moda antiga, enganando os pais, Holaderry precisa agora se adaptar à dura realidade da cidade.
O jeito é organizar passeios infantis, visitas ao cinema e diversos outros estratagemas para garantir o almoço. O livro é uma espécie de versão urbana de “João e Maria” e mantém muito do encantamento da história original. Ou talvez uma continuação, pois o autor Keith McGowan dá indícios que pode se tratar da mesma bruxa que quase papou os dois irmãos na casa de doces na história tradicional. E agora ela está de olho nos vizinhos.
A obra mistura suspense e bom humor, colocando diversas traquinagens atuais da criançada, como notas vermelhas na escola. Traz também o sabor dos contos de fadas clássicos ao lidar com um casal de irmãos cuja vizinha só deseja vê-los “numa baixela com batata em rodela e cebolinha salpicada por cima”.
SyFy antecipa estreia do seriado “Haven” para o mês de julho
01/04/10
O canal SyFy resolveu antecipar a estreia do seriado “Haven” para o dia 9 de julho. Anteriormente, a emissora havia anunciado que a trama só chegaria às telinhas em 2011.
“Haven” é baseada no livro “The Colorado Kid”, de Stephen King. A trama está sendo adaptada por Sam Ernst e Jim Dunn, de “Dead Zone – O Vidente” e mostrará a história da agente do FBI, Audrey Parker (Emily Rose), que irá até a cidade de Haven para investigar o assassinato de um ex-condenado. Entretanto, ao chegar ao local, ela percebe que a cidade serviu de refúgio para pessoas com habilidades paranormais.
A série havia sido desenvolvida para a rede ABC, que desistiu do projeto. Com isso, a produtora E1 Entertainment resolveu produzir 13 episódios iniciais para o programa, antes de fechar com alguma emissora, o que aconteceu em novembro, quando o canal SyFy anunciou a compra do seriado.
NT
Ricky Martin já edita manuscrito de seu livro que “desafoga” emoções
30/03/10
Ricky Martin já está editando o manuscrito de seu livro, que começou a escrever para “desafogar” suas emoções. O produtor do artista diz que o cantor passa várias horas por dia reescrevendo, e que ainda não há data definida para o lançamento da obra.
Ricky disse que refletirá no livro aspectos de sua vida e das ideias que trocou com pessoas de todas as culturas, além das experiências através da fundação que leva seu nome. “Quero falar do que vivo, sinto, gosto e não gosto. Foi bastante complexo colocar este livro em ordem, porque foi um intenso quebra-cabeças.”
“Não sabia que seria tão difícil. Consome bastante tempo, mas estou feliz”, disse pelo Twitter, no começo do mês.
com Efe, no México
Nova animação da DreamWorks estreia neste fim de semana
27/03/10
A animação 3D “Como Treinar o seu Dragão”, produzida pela DreamWorks, é baseada em um livro infantil da autora Cressida Cowell. A obra conta a história do filho de um chefe viking que deve ser iniciado na hierarquia da tribo e, para isso, precisa capturar e matar um dragão. Porém, ele acaba adotando um filhote da espécie.
O longa é dirigido por Chris Sanders (“Lilo & Stitch”) e Dean DeBlois.
Rocco lança novo volume da trilogia de adolescente paranormal Gemma Doyle
27/03/10
Chegou às livrarias “Anjos Rebeldes”, o segundo volume da trilogia “Gemma Doyle” e continuação de “Belezas Perigosas”.
A saga da norte-americana Libba Bray apresenta uma trama que mistura segredos de família, sedução e mistério enquanto reconstitui a Londres de 1895. Um universo sombrio tornado ainda mais assustador devido aos demônios internos da protagonista.
Herdeira de um dom sobrenatural, Gemma Doyle tem visões assustadoras do futuro que se tornam realidade. Em “Anjos Rebeldes” ela se prepara para suas primeiras férias da Academia Spence, uma escola para moças para onde foi enviada depois da trágica morte da mãe no dia do seu aniversário de 16 anos.
Foi lá, no bosque da escola comandada com mãos de ferro pela sra. Nightwing, que Gemma entrou em contato com seu dom de forma cada vez mais intensa, envolvendo-se com Felicity e Pippa, algumas das meninas mais invejadas e temidas do colégio, e com a humilde Ann, e descobrindo a ligação de sua mãe com um grupo muito antigo e misterioso conhecido como a Ordem.
Mas agora que as férias estão chegando, Gemma só pensa em voltar a Londres como uma garota normal, reencontrar o irmão e a avó, participar de animadas festas usando seus melhores vestidos e flertar com o charmoso Simon Middleton. No entanto, sem que possa controlar seus poderes sobrenaturais, ela começa a ter repetidas visões em que aparecem três moças vestidas de branco, uma imagem de dor e frio à qual ela não consegue ficar alheia, e que trazem um terrível segredo. Confusa, Gemma precisa decidir entre aceitar seu dom sobrenatural, ou ignorá-lo e levar a vida como uma garota qualquer.
O terceiro volume da saga, chamado “The Sweet Far Thing” no exterior, ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Folha
Poder da narrativa de Kafka criou adjetivo
27/03/10
Parada na fila do banco há tempo suficiente para perder a paciência, uma senhora disse: “Essa fila está kafkiana!”.
Logo atrás dela, o psicanalista e autor de “Franz Kafka: um Judaísmo na Ponte do Impossível” (ed. Perspectiva), Enrique Mandelbaum, 51, puxou conversa: “O que a senhora leu de Kafka?”. “Nada”, respondeu ela. “Mas que essa fila está kafkaniana, isso está!”
A história é exemplo do que Modesto Carone, tradutor do escritor tcheco, chama de “celebridade de Kafka”. O autor virou um adjetivo que, de tão disseminado, ganhou vida própria.
Leia abaixo leituras do adjetivo colhidas pela Folha.
MODESTO CARONE, tradutor brasileiro de Kafka:
“A rigor é kafkiana a situação de impotência do indivíduo moderno que se vê às voltas com um superpoder (Übermacht) que controla sua vida sem que ele ache uma saída para essa versão planetária da alienação _a impossibilidade de moldar seu destino segundo uma vontade livre de constrangimentos, o que transforma todos os esforços que faz num padrão de iniciativas inúteis.”
LAERTE, cartunista:
“Li uns contos dele quando era menino e gostava de escrever imitando o que eu achava ser um estilo kafkiano: uma escrita meio despida de estilo, onde coisas surpreendentes (mas não muito) iam acontecendo sem roteiro prévio, e tudo acabava de repente.”
ELIANA MONTEIRO, diretora da peça “Kastelo”, do Teatro da Vertigem, baseada na obra de Kafka:
“Kafkianas são as situações de claro e escuro, das intenções que se sabe e que se desconhece. Na peça, explorei a sociedade do trabalho, que é também de controle, onde as pessoas parecem inseridas, mas estão do lado de fora, penduradas.”
TÉRCIO SAMPAIO FERRAZ, professor de filosofia e teoria geral do direito da USP:
“O adjetivo ‘kafkiano’ aponta para organizações burocráticas a que o indivíduo não tem acesso: processos ou interrogatório que ocorrem sem que se perceba como nem por quê. É sinônimo de uma burocracia que desintegra o indivíduo e que ele não consegue penetrar. E isso acontece frequentemente.”
OTTO, cantor, cujo CD “Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos” foi inspirado em Kafka:
“Kafkiano para mim é um estado de assimilação da obra de Kafka. Li ‘A Metamorfose’ aos 18 anos. Foi um momento meu: como cachorro de uma casa classe média, tive que morder outro na rua. Tinha que virar lata! Agora, aos 41 anos, mergulhei em Kafka de novo. Só ele poderia me ajudar. E ajudou!”
ENRIQUE MANDELBAUM, psicanalista e educador:
“Há autores que criam uma forma expressiva tão poderosa que ela é capaz de se adjetivar. Kafkianas são situações que se dão em diversos níveis. É a burocracia que compromete a singularidade e a subjetividade. É o poder desumanizado. É a conversa amigável que descamba para uma floresta de mal-entendidos.”
Folha de S.Paulo
Dois novos livros infantis narram como crianças lidam com diferenças
19/03/10
A coleção de livros infantojuvenis “Famílias Malucas”, editada pela Planeta, acaba de ganhar mais dois integrantes: “Minha Avó é uma Gorila” e “Meu Tio Wal é um Lobisomem”.
Assim como os outros quatro volumes, os novos falam de crianças que, mesmo querendo ser iguais aos amiguinhos, têm um problema: algum integrante da família –até mesmo o cachorro de estimação– é um ser bem estranho (ou que faz coisas bem esquisitas). Pode ser uma mãe pirata, um pai dragão, um tio que é um anão de jardim e um cachorro que quer ser um dinossauro.
O lançamento “Minha Avó é uma Gorila” conta a história de TJ, um garoto que adora a avó: ela prepara bolos de banana ótimos e é super simpática. Ele nem se importa com o fato de ela ser super peludo e só produzir um ou outro som bizarro. Mas o menino começa a se preocupar com que Linda, a aluna nova da escola, pode pensar quando descobrir que a avó é uma gorila e tem uma lesma skatista de estimação.
A autora dos volumes da coleção já escreveu mais de 130 livros; em “Meu Tio Wal é um Lobisomem” a australiana Jackie French também aborda como as crianças lidam com as diferenças, principalmente quando elas estão dentro de casa. O protagonista do livro, Pancadinha, pertence a uma família de lobisomens, que fazem xixi por todo canto.
Quando os pais do garoto somem, o Tio Wal, único da família que prefere se comportar como humano, assume o controle do grupo e Pancadinha tem de dar um jeito para continuar a agir como um lobo. O tio quer transformá-lo num garoto bem normal, que vai para a escola e dorme na hora certa — e o que o menino mesmo quer é deixar de ser um pequeno lobisomem.
Isabella Fiorentino lança livro sobre moda para ajudar mulheres
17/03/10
Toda vez que a Isabella Fiorentino sai às ruas acontece a mesma coisa. Dezenas de pessoas querem saber se estão se vestindo bem ou não.
Para ajudar as mulheres que ainda não encontraram seu estilo a usar os looks ideais para o seu corpo, a apresentadora do Esquadrão da Moda irá lançar em abril o livro “Na Moda com Isabella Fiorentino”.
“São vários textos para a pessoa conseguir identificar seu próprio estilo, e entender o que é o estilo moderno, o esportivo, o mais romântico”, conta Isabella.
Além de ajudar a eleger um estilo que combine com o leitor, o livro traz outras informações. “A gente ensina a equilibrar proporções. Muitas vezes ela não sabe que pode disfarçar um quadril largo ou um seio muito grande. São dicas de como se vestir”, revela.
Apesar disso, Isabella avisa que não é um manual de tendências. “É um livro de informação para a mulher conhecer seu próprio corpo e aprender a se vestir adequadamente”, conclui.
“Na Moda com Isabella Fiorentino” será lançado no dia 19 de abril.
Por Adolfo Nomelini
Nova série de vampiros chega às livrarias em abril
15/03/10
O público adolescente e jovem adulto tem recebido novos títulos a todo momento. A série “Evernight”, de Claudia Gray é a próxima a chegar às livrarias brasileiras. A editora Planeta a lançará em abril o primeiro volume sob o título de “Noite Eterna”.
Lançado originalmente em maio de 2008, narra a história de Bianca Oliver. A trama inicia-se com a saída de Bianca da cidade na qual ela passou a vida toda. Na nova escola, com um estranho visual Gótico, ela encontrará um colega de classe perfeito. Uma estranha conexão entre a garota e Lucas surge, e ela arriscará tudo para manter o relacionamento.
Para quem não conhece a autora e a sua série de quatro livros, a coletânea de textos “Imortal” traz um texto de Gray que se passa no universo de suas outras histórias. No conto, uma futura cortesã de 16 anos é apresentada à sociedade e encanta-se com um misterioso jovem.
“Imortal” apresenta ao todo nove textos de diferentes escritoras, organizados por P. C. Cast, que assina a saga “House of Night”.
Folha
Hillary Duff escreve série de livros para adolescentes
10/03/10

A atriz e cantora americana Hillary Duff, 22, lançará em outubro o primeiro livro de uma série de obras dedicadas ao público adolescente.
“Elixir”, primeiro livro da série, tratará das aventuras da jornalista gráfica Clea Raymond ao investigar o desaparecimento de seu pai e será publicado pela editora “Simon & Schuster”.
“Sempre gostei de me distrair com um grande livro, especialmente um que mostre uma protagonista feminina forte e inspiradora. Alguém que poderia ser você, mas que vive uma vida mais fascinante”, comentou Duff ao anunciar a publicação.
A jovem atriz disse esperar que o romance seja “um desses livros que transportará os leitores a novos mundos”. Segundo a editora, “Elixir” combina um triângulo amoroso perigoso e uma aventura internacional emocionante.
Espera-se que “Elixir” seja o começo de uma série de romances e que Duff escreva um livro de não-ficção no qual fale sobre o divórcio de seus pais, assunto que aborda em várias músicas.
da Efe, em Nova York
Record relança em formato de bolso série “Bicicleta Azul”
10/03/10
A editora Record está relançando os volumes de “Bicicleta Azul” em formato de bolso. Está épica série de Régine Deforges, uma das maiores representantes da literatura erótica francesa, conta a história de uma família tentando sobreviver à Segunda Guerra Mundial e vendeu mais de 6 milhões de exemplares por todo o mundo após ser lançada na década de 1980.
O primeiro volume, “A Bicicleta Azul”, inicia a saga em Bordeaux no ano de 1939. Uma jovem adolescente desperta para o amor e para o sexo, mas o início da Segunda Guerra Mundial interrompe bruscamente a alegria da sua juventude. Léa Delmas precisa agora lidar com uma dura realidade de violência, delações, a ocupação nazista e uma paixão arrebatadora.
No segundo volume, “Vontade de viver”, a jovem Léa Delmas descobre, entre seus parentes e amigos, a crueldade da delação, da covardia e do colaboracionismo. Alguns, porém, preferem lutar, mesmo que corram sérios riscos. Este é o caminho escolhido por Léa, que se engaja na Resistência para combater os alemães e tentar salvar as pessoas que ama. Ela então testemunha todas as perversidades praticadas pelos invasores.
Além do formato portátil, a série relançada tem um preço acessível. O próximo livro da saga, “O Sorriso do Diabo”, tem previsão de lançamento ainda no primeiro semestre.
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Folha
De vampiros a princesas, autoras são responsáveis por sagas de sucesso
08/03/10
Recentemente, vampiros adolescentes tem ocupado muitos títulos nas livrarias. O sucesso, iniciado com “Crepúsculo” de Stephenie Meyer, estendeu-se para outras sagas como “Diários do Vampiro” de L. J. Smith.
E são mulheres que respondem por estas séries de livros que encantam adolescentes e jovens adultos, mesmo que alguns não sejam mais tão jovens. Meg Cabot e seus “Diário da Princesa”, mais outros títulos como “Garoto Encontra Garota” e “Sorte ou Azar?”, conquistaram tratamento de estrela em sua passagem na Bienal do Rio de 2009. Fãs disputavam um momento que fosse de atenção da escritora.
Charlene Harris, autora de “True Blood”, viu o sucesso chegar quando teve os direitos de adaptação adquiridos pela HBO e viu sua série de vampiros transformada em sucesso, com Anna Paquin como a heroína Sookie Stackhouse. P. C. Cast e Kristin Cast também conquistaram seu momento na lista de mais vendidos do “The New York Times” com “House of Night” e o misto de vampiros e magia.
Seguindo na linha das adaptações, Cecily Von Ziegesar conquistou ainda mais leitores após ter “Gossip Girl” transformada em seriado pelo canal norte-americano CW, o mesmo responsável pela adaptação dos livros de L. J. Smith com “The Vampire Diaries”.
A precursora da badalação e das filas aguardando o momento de lançamento do título foi J. K. Rowling. Com os sete volumes de Harry Potter, a escritora chegou a figurar entre as mulheres mais ricas da Grã-Bretanha e conquistou uma faixa etária que havia abandonado a leitura.
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Folha
Mulheres ocupam posição de destaque em lista de mais vendidos
08/03/10
Firmar-se entre os mais vendidos de qualquer categoria é um feito para qualquer escritor. Emplacar toda a sua série ao mesmo tempo ou conquistar os primeiros lugares na semana do lançamento é um feito ainda maior. E, nos últimos anos, tem sido mulheres a conquistar essa marca.
No final dos anos 90, J. K. Rowling arrebatava todas as vendas assim que um novo volume de Harry Potter chegava às livrarias. Stephenie Meyer e seus vampiros ocuparam as quatro primeiras posições durante semanas. “Amanhecer”, livro que fecha a saga, foi diretamente para o primeiro lugar.
Esta semana, L. J. Smith conquistou o quarto lugar com o lançamento de “Diários do Vampiro: A Fúria”. Os dois primeiros volumes da série também figuram na lista: “O Despertar” em sétimo e “O Confronto” em oitavo. Meyer ainda mantém a sua presença com “Amanhecer” em terceiro e “Eclipse” em sexto.
Outras mulheres aparecem nas categorias de não ficção e autoajuda. Na primeira, Elizabeth Gilbert figura como a número um durante semanas com o seu “Comer, Rezar, Amar”. Além dela há Ana Beatriz Barbosa Silva, autora de “Mentes Perigosas”, e Ana Maria Braga com o livro comemorativo “Mais Você 10 Anos “.
Já em autoajuda, Zíbia Gaspareto e o seu mais recente título, “Se Abrindo pra Vida”, ocupou rapidamente o topo da lista e tem se mantido desde então. “Por que os Homens Amam as Mulheres Poderosas?”, de Sherry Argov, é outro fruto de trabalho feminino que tem destaque por tempo de permanência nas listas.
Com as sagas inacabadas e filmes a serem lançados, elas prometem manter-se entre os best-sellers por mais tempo.
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Folha
Veja o encontro dos protagonistas da sátira aos vampiros de Stephenie Meyer
04/03/10
Conhecido por seu humor ácido e suas paródias, o grupo “The Harvard Lampoom” não poupa a saga de Stephenie Meyer em sua sátira “Opúsculo“. Exagerando nas descrições e nas atitudes dos personagens, o livro consegue fazer graça até com as características que fizeram milhares de leitores se apaixonarem pelos vampiros de “Crepúsculo” .
Com fãs devotos, que não recebem bem as críticas negativas ao seu objeto de adoração, os livros de Meyer atraem multidões para o que quer que leve seu nome. Ainda assim, “Opúsculo” conseguiu um posto na lista estendida de livros mais vendidos da semana da revista “Veja”.
O romance de Edwart e Belle não é tão misterioso ou absurdamente romântico quanto o de Bella e Edward, mas consegue ser tão inusitado e repleto de situações inimagináveis quanto.
Leia abaixo o momento no qual a heroína encontra seu amado pela primeira vez na cafeteria, em trecho de “Opúsculo“.
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Foi então que o vi. Ele estava sentado atrás de uma mesa, totalmente concentrado, nem mesmo comia. Tinha uma bandeja inteira de batatas assadas à sua frente e, mesmo assim, não havia tocado em nenhuma. Como poderia um ser humano ser capaz de resistir a um prato de batatas assadas? Ainda mais estranho, ele não havia me notado, Belle Goose, futura ganhadora de um Oscar.
Havia um computador diante dele sobre a mesa. Ele olhava atentamente para a tela, estreitando os olhos em fendas e concentrando aquelas fendas sobre a tela como se a única coisa importante fosse dominá-la fisicamente. Era musculoso, como um homem que podia prensar você contra a parede tão fácil como um pôster, mas mesmo assim magro, como um homem que a acalentaria em seus braços. Tinha cabelos ruivo-castanho-alourados, heterossexualmente aparados. Parecia mais velho que os outros rapazes dali – talvez não tão velho quanto Deus ou meu pai, mas certamente um substituto viável. Imagine juntar a ideia de todas as mulheres sobre o que seria um cara gostoso e fazer uma média disso num único homem. Era ele.
- O que é aquilo? – perguntei, sabendo que, o que quer que fosse, não era uma ave.
- Aquele é Edwart Mullen – disse Lululu.
Edwart. Eu nunca havia conhecido um rapaz chamado Edwart antes. Na verdade, nunca tinha conhecido qualquer ser humano chamado Edwart. Era um nome que soava engraçado. Muito mais divertido que Edward.
Enquanto nos sentávamos lá, contemplando-o durante o que pareceram ser horas, mas não podia ter sido mais do que o intervalo do almoço, seus olhos de repente voltaram-se em minha direção, deslizando sobre o meu rosto e cavando um buraco dentro do meu coração como se fossem presas. Então, bruscamente, voltou-se com seu olhar carregado para aquela tela.
- Mudou-se do Alasca para cá há dois anos – ela disse.
Então não somente ele era pálido como eu, mas também um forasteiro de um estado que começava com a letra “A”. Senti uma onda de empatia. Nunca havia sentido uma conexão como essa antes.
- Aquele cara não vale seu tempo – ela disse, erroneamente. – Edwart não namora.
Sorri por dentro e ri cuspindo para fora, enfiando a soda-gosma dentro do meu bolso. Então, eu seria sua primeira namorada.
Ela se levantou para sair.
- Vamos para a aula de “bio”, Belle?
- Não diga, Lululu – eu disse, desdenhosamente.
- Lucy. Meu nome é Lucy, como em I Love Lucy.
- Tudo bem. Lucy, como em I Love Edwart. – Talvez eu fosse especial, mas sempre tive um talento para memorizar. “Lata de lixo à esquerda”, falei alto, jogando fora meus restos do almoço: um bolo comido pela metade. Olhei de volta para Edwart para ver se ele tinha percebido que também tenho disciplina para comer. Mas, estranhamente, ele havia partido. Nos dez minutos desde que tinha olhado para ele pela última vez, ele havia desvanecido no ar.
Olhei em volta bem a tempo de ver que eu tinha errado a lata de lixo e que meu bolo meio comido havia voado em direção às costas de uma garota sentada a uma mesa próxima.
- Ei! – disse ela quando o bolo a atingiu. – Quem fez isso?
- Vamos – eu disse a Lucy, agarrando-a pelo braço e correndo para fora da lanchonete enquanto a guerra de comida começava.
Quando Lucy e eu chegamos à classe, ela foi se sentar com sua parceira de laboratório e eu olhei em volta procurando uma carteira vazia. Havia apenas duas: uma na parte da frente da sala e outra perto de Edwart. Como a carteira da frente ficou com uma perna bamba depois que eu passei por ela e a chutei, não havia escolha. Tinha de me sentar ao lado do rapaz mais gostoso da sala.
Caminhei na direção das carteiras, rebolando meu quadril e erguendo minhas sobrancelhas ritmicamente, como uma pessoa atraente. De repente, eu estava caindo para a frente, deslizando por entre as carteiras com o impulso do meu mergulho. Por sorte, um fio de computador se enroscou em meu tornozelo e me impediu de ser arremessada à mesa do professor Franklin. Rapidamente, apoiei-me à parede para me desembaraçar, fiquei de pé e olhei em volta casualmente para ver se alguém tinha visto. Toda a classe estava olhando para mim, mas provavelmente por uma razão diferente: eu tinha um holograma costurado na minha mochila. De um ângulo era um mexerica, de outro ângulo era um tangerina.
Edwart também estava olhando para mim. Talvez fosse a luz fluorescente, mas seus olhos pareciam mais escuros – sem alma. Ele estava se agitando furiosamente. Seu computador estava aberto na frente dele, e a melodia sintetizada de antes havia cessado. Ele ergueu o punho para mim com raiva.
Limpei a poeira química das minhas roupas e me sentei. Sem olhar para Edwart, tirei da mochila meu livro e meu caderno. Ainda sem me virar para Edwart, olhei para o quadro-negro e anotei os termos que o professor Franklin havia escrito ali. Não achei que outras pessoas na minha situação poderiam fazer tantas coisas sem olhar para Edwart.
Virada bem para a frente, deixei meus olhos se desviarem ligeiramente e estudarem-no de maneira periférica, o que não conta como olhar. Ele tinha mudado seu computador para o colo e havia recomeçado seu jogo. Estávamos sentados lado a lado no balcão do laboratório e, mesmo assim, ele não começava uma conversa comigo. Era como se eu não tivesse usado desodorante ou algo assim, quando na realidade eu tinha usado desodorante, perfume e Bom-Ar. Será que meu brilho labial havia borrado ou algo parecido? Apanhei meu espelhinho de bolsa para checar. Negativo, mas eu tinha algumas espinhas junto à linha do cabelo. Apanhei um lápis na carteira de Edwart e o pressionei contra a carne macia e suave do meu rosto. As espinhas eram do tipo projétil. Satisfação garantida.
Voltei-me para ele para agradecer gentilmente pelo uso de seu lápis, mas ele estava olhando para mim horrorizado, com a boca aberta, um convite a todo tipo de micro-organismos aéreos como pássaros. Ele agarrou o lápis e começou a limpar suas mãos com lenços umedecidos e a esfregar o lápis com desinfetante. Então traçou um círculo de giz em torno dele e voltou a copiar as notas do quadro-negro, cantando para si este amigável jingle:
“Germes contagiosos. Alerta de contágio. Mas Edwart e seu desinfetante são mais fortes que a sujeira.”
Estendi a mão para emprestar outra vez o lápis para fazer minhas anotações, mas, no momento em que minha mão atravessou a linha de giz, ele gritou. Um grito estranhamente agudo para um menino. Porém, o grito certo para um super-herói.
O professor Franklin estava falando sobre citometria de fluxo, imunoprecipitação e microarranjos de DNA, mas eu já sabia aquela matéria da fita cassete que havia escutado em meu caminhão naquela manhã a caminho da escola. Girei meus olhos em círculos, como se eles estivessem numa roda-gigante. É a melhor maneira que conheço para me impedir de cochilar. Toda vez que meus olhos se moviam para a direita, contudo, eles pairavam um pouco por ali. Eu não conseguia evitar – eles queriam ver Edwart. Então, meus olhos iam para o alto em direção ao teto e paravam porque, meu, que bela visão.
Edwart continuava a martelar em seu computador. A cada golpe de dedo, eu podia ver o sangue pulsando através das veias salientes de seu antebraço até seu bíceps, aparecendo contra a camisa Oxford branca justa arregaçada descuidadamente até os cotovelos como se ele tivesse um monte de trabalho manual a fazer. Por que ele estava digitando tão sonoramente? Estaria tentando me dizer alguma coisa? Estaria tentando me provar o quão fácil seria para ele me atirar até o céu e então me pegar bem forte em seus braços, sussurrando que nunca me dividiria com mais ninguém no mundo inteiro? Estremeci e sorri timidamente, apavorada.
Quando o sinal soou, roubei outro olhar dele e me encolhi num profundo sentimento de inutilidade. Ele agora estava encarando o sinal furiosamente, sacudindo todos os músculos de seu punho em sua direção, mirando-o com raiva, seus olhos escurecidos e esquentados e suas sobrancelhas hostis. Ele puxou seus cabelos com exasperação, agarrando tufos enquanto erguia a cabeça para o teto. Então, vagarosamente, voltou-se para mim. Olhando dentro de seus olhos, senti ondas de eletricidade, correntes de elétrons carregados em minha direção. Era isso, imaginei, que significava estar apaixonada por robôs? Apanhada em minha hipnose ionizada, o velho adágio me veio à mente: “Belo o suficiente para matar, estripar, rechear e emoldurar em cima da sua lareira”.
De repente, ele saiu de seu deslumbramento e disparou correndo para porta. Enquanto corria, percebi como era alto, suas longas pernas saltando em passadas do tamanho do meu corpo inteiro, seus braços tão sólidos que não ondulavam com o impacto. Meus olhos saltaram. Não tinha visto uma coisa tão bela desde que eu era uma garotinha e as balinhas coloridas Skittles em minha mão fechada e suada se transformavam num arco-íris. Suas omoplatas ficavam salientes sob a camisa enquanto ele corria. Pareciam asas brancas batendo majestosamente antes da decolagem. Demoníacas asas brancas.
- Espere! – gritei para ele. Ele tinha deixado seu computador no assento. “Fim de jogo”, lia-se na tela. Fim de jogo, realmente, pensei, usando uma metáfora.
- Posso copiar suas anotações? – perguntou um humano normal do sexo masculino. Levantei os olhos e vi um garoto de estatura mediana, cabelos escuros e uma estrutura esguia, mas musculosa. Senti-me atraída por ele. Ele sorriu para mim. Perdi o interesse.
- Claro, como quiser – eu disse, estendendo-lhe meu bloco de anotações e de repente percebendo que tinha rabiscado nele um desenho de Edwart. No desenho, ele tinha presas gotejando uma substância escura. Molho Shoyu.
- Vou precisar disso de volta – eu disse. Aquele desenho ia para o meu mural.
- Obrigado, Lindsey – disse ele, confundindo-me com Lindsey Lohan. Ele sorriu outra vez. Um rapaz simpático. Tinha um belo cabelo e olhos claros gentis. Íamos ser grandes amigos. Apenas grandes amigos.
- Leve-me ao escritório da administração – eu disse. Tínhamos ginástica em seguida, mas eu precisava da minha cadeira de rodas. Tenho um problema que faz minhas pernas ficarem paralisadas toda vez que penso em ginástica.
- Certo – ele disse, deixando-me apoiar meu peso sobre ele
- Sou Adam, a propósito. Acho que vi você em minha aula de Inglês. Vai ser ótimo! Desde que um de nós tome notas, o outro, eu, não precisa ir à aula – ele estava ficando ofegante enquanto me arrastava com ele. Estar perto de mim deixava alguns rapazes nervosos.
- Você percebeu algo engraçado sobre Edwart na aula? Acho que o amo – eu disse casualmente.
- Bem, ele parecia meio zangado quando você caiu e desconectou o fio do computador dele. Então, isso não estava só na minha mente; outros haviam percebido a consciência de Edwart a meu respeito. Havia alguma coisa em mim que evocava sentimentos muito fortes em Edwart.
- Humm – eu disse cientificamente. – Que interessante.
- Aqui estamos – depois de me escorar contra a parede, Adam cambaleou para trás, bufando e assoprando.
Eu o dispensei e entrei no escritório.
- Estou paralisada até a próxima hora – anunciei à secretária.
- Vá se sentar em seu carro, querida – disse ela, levantando os olhos de seu exemplar de Luz do dia.
Saí para o meu carro, tentando sonhar com os poderes dele, o rei dos carros, mas estava muito perturbada. Em primeiro lugar, se eu tinha conseguido meu carro de graça, isso significava que todos os outros tinham pago mais por carros muito menores. Em segundo lugar, estava muito certa de que havia alguma coisa sobrenatural sobre Edwart – algo além de especulações racionais.
Então, parei de especular sobre ele e assisti a uma procissão de formigas passando por ali. A vida seria muito mais fácil se eu pudesse carregar coisas que pesassem vinte vezes mais que eu.
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Opúsculo
Autora: The Harvard Lampoon
Editora: Novo Século
Páginas: 144
Quanto: De R$ 24,90 por R$19,90
Onde comprar: Pelo site do Submarino
Fotos bombásticas revelam a intimidade do grupo Rolling Stones
02/03/10
As primeiras casas que os integrantes da banda Rolling Stones conseguiram comprar e a insegurança dos músicos em relação à conquista –ou não– da fama tão almejada estão retratadas no livro “Rolling Stones: o Começo” (Larousse), que mostra 300 imagens captadas pelo fotógrafo dinamarquês Bent Rej de março de 1965 a maio de 1966.
Rej acompanhou o grupo durante a primeira grande turnê pela Europa, no lançamento de “Satisfaction”, e conseguiu registrar os shows, os momentos críticos no palco, os bastidores e a vida pessoal dos jovens que pareciam determinados em sua missão, e que colhiam os primeiros frutos do sucesso.
Com estas centenas de imagens raras e bombásticas sobre um dos períodos mais revolucionários do século 20, os fãs do Rolling Stones podem ver como os artistas se tornaram verdadeiros ícones de uma geração e protagonizaram momentos essenciais da história do rock.
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Folha
Autora de “True Blood” ganha biografia em quadrinhos
02/03/10
Depois de Stephenie Meyer e J. K. Rowling, agora é a vez de Charlene Harris ter sua carreira retratada em quadrinhos. Em maio, o novo volume da coleção “Female Force”, conhecida por biografar autoras de sucesso, chegará às livrarias norte-americanas.
Por mais de 20 anos, Harris escreveu livros de mistério e fantasia. Foi, porém com Sookie Stackhouse que ganhou notoriedade, quando foi adaptada com sucesso para a série da HBO, “True Blood”. Lançando este ano o décimo volume da coleção, a autora marca seu nome entre os grandes escritores.
Diferente das outras celebridades biografadas, este volume de “Female Force” contou com uma entrevista com a autora, fazendo disso um marco na coleção.
Retratando a trajetória da escritora desde suas primeiras histórias até o sucesso da saga dos vampiros de “True Blood”, a biografia de Charlene Harris foi escrita por Kim Sherman, também responsável pela biografia em quadrinhos de Robert Pattinson .
Veja abaixo a capa da edição de “Female Force” com a extensa entrevista de Harris.
Romancista britânica diz que meninas estão prontas para ter filhos aos 14
02/03/10

A premiada romancista britânica Hilary Mantel, 57, afirmou que meninas aos 14 anos estão na época ideal para ter filhos e criticou o que ela chama de “tempo masculino” da sociedade.
Segundo a autora vencedora do Prêmio Booker por “Wolf Hall” -ainda inédito no Brasil–, as mulheres estão no seu ápice sexual físico no começo da adolescência, ao passo que os homens apenas chegam nesse estágio aos 20 anos, informou o jornal “The Telegraph”. E que a sociedade segue o tempo masculino de desenvolvimento.
A escritora disse ainda considerar “incrivelmente hipócrita” a posição da sociedade com relação ao sexo e gravidez das adolescentes.
A autora se tornou conhecida por seus livros sobre a revolução francesa, como “A Sombra da Guilhotina”. Seu mais recente lançamento no Brasil é “Além da Escuridão”, obra pela qual ganhou o Yorkshire Post Book Award e foi finalista do Orange Prize e do Commonwealth Writers Prize.
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Folha
Morre aos 95 o bibliófilo José Mindlin
28/02/10
Morreu na manhã deste domingo, em São Paulo, o bibliófilo José Mindlin. Ele tinha 95 anos e estava internado há cerca de um mês no hospital Albert Einstein. A morte foi causada por falência múltipla de órgãos.
O corpo do bibliógrafo está sendo velado no hospital e o enterro está marcado para as 15h no Cemitério Israelita.
Em 2006, Mindlin entrou para a Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira número 29, antes pertencente ao historiador e escritor Josué Montello.
José Ephim Mindlin nasceu em São Paulo em 8 de setembro de 1914. Formou-se em Direito em 1936, pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
Advogou até 1950, quando foi um dos fundadores e presidente da empresa Metal Leve S/A, empresa pioneira em pesquisa e desenvolvimento tecnológico próprio no seu campo de atuação. Em sua atividade empresarial desenvolveu grande esforço em prol do avanço tecnológico brasileiro e no processo de exportação de produtos manufaturados brasileiros.
Mindlin foi dono de uma das mais importantes bibliotecas privadas do país, que começou a formar aos 13 anos e, em 2006, doou cerca de 45 mil volumes, entre coleções e folhetos, para a Brasiliana USP, no campus da universidade, em São Paulo.
Folha
“Um Homem com Sorte” ganhará versão cinematográfica
27/02/10
No best-seller de Nicholas Sparks “Um Homem de Sorte” um fuzileiro naval norte-americano encontra no meio do deserto iraquiano a foto de uma mulher que nunca conheceu e começa a ter uma sorte surpreendente.
Após sobreviver três campanhas no Iraque, Logan Thibault retorna à Carolina do Sul decidido a encontrar a misteriosa mulher da fotografia, que se tornou um verdadeiro talismã de sorte para ele.
E agora, essa história sobre o poder avassalador do destino vai ser adaptada para o cinema, informou a revista “Variety”. O diretor de “Lembranças de um Verão” Scott Hicks é quem irá dirigir o novo longa.
Outras obras de Sparks publicadas no Brasil incluem “O Milagre” e “Noites de Tormenta”.
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Folha
Portugal lança “O Terceiro Reich”, de Roberto Bolaño
27/02/10

Festa que comemorou o lançamento do volume do chileno ocorreu na madrugada de quinta (25) para sexta-feira (26), em Portugal
“O Terceiro Reich”, do escritor chileno Roberto Bolaño, foi lançado em festa que ocorreu na madrugada desta última quinta (25) para sexta-feira (26), no Bar da Praia, em Portugal, durante o evento literário Correntes d’Escritas 2010.
Neste volume, Bolaño conta a história de Udo Berger, que sempre quis ser um grande escritor, mas se torna o campeão de “jogos de estratégia & guerra em Stuttgart”.
O jovem de 25 anos decide ir ao Hotel del Mar, na Costa Brava catalã, com a sua nova namorada, Ingeborg. Berger vai treinar para participar de um novo jogo de estratégia, chamado “Terceiro Reich”. Lá, o protagonista e sua namorada conhecem o casal alemão Charly e Hanna. Um deles desaparece de forma misteriosa após cruzar com dois personagens sinistros que levantam suspeitas nas autoridades locais. São eles, “O Lobo” e “O Cordeiro”.
Berger começa a ser perseguido por um detetive estranho. Perdido e atormentado, o quase escritor entra em delírio. Mal sabe que a partir deste momento entraria em um jogo de vida ou de morte, com El Quemado, um homem enigmático e de rosto desfigurado.
Neste volume, Bolaño aborda as estranhas formas de nazismo e o que a cultura –os jogos e a literatura– representam em nossa realidade. “O Terceiro Reich” foi escrito em 1989.
Veja obras de Roberto Bolaño já publicadas no Brasil:
“Estrela Distante” (2009) : O autor faz do livro um retrato subjetivo da sua própria geração, que tinha em torno de 20 anos quando ocorreu a derrubada do governo Salvador Allende e a implantação de uma ditadura militar.
“Amuleto” (2008) : O livro trata da invasão do campus da Universidade Nacional Autônoma do México pelas tropas do exército, em 1968. Aqui, temos a única narradora feminina em toda a obra do escritor chileno. Seu relato configura uma homenagem aos poetas e artistas do México, mexicanos ou exilados espanhóis e latino-americanos.
“Putas Assassinas” (2008) : Do escritor desconhecido que vagabundeia pela França e pela Bélgica ao filho de uma prostituta que revê os filmes censurados da mãe grávida, Bolaño mergulha-os em sua amarga ironia e acaba se identificando com cada um deles.
“A Pista de Gelo” (2007) : Primeiro romance publicado por Bolaño, em 1993, este romance policial revela a trama aos poucos e envolve o leitor como o detetive que analisa as pistas e desvenda o mistério.
“Os Detetives Selvagens” (2006) : Com humor e ironia, Bolaño faz o balanço de uma geração intelectual jovem quando havia projetos de transformação radical da América Latina e do mundo.
“Noturno do Chile” (2004) : Um denso monólogo composto por dois parágrafos: o primeiro ocupa quase todo o livro, e o segundo é uma frase de apenas oito palavras. Bolaño mistura personagens reais e ficcionais, e acerta suas contas com a ditadura chilena e com a vida literária do país.
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Folha
“Poeta maldito” do século 19 perambulava pelas ruas e escrevia sobre botequins
22/02/10
Uma voz que ressoa pela cidade. Especialmente nos botequins, com trabalhadores espalhados pelos balcões, em um ambiente que é utilizado para compartilhar de experiências a porres, de amizades a tragédias. Um caminho a ser seguido pelos protagonistas dos versos e pelos olhos dos leitores.
No final do século 19, os críticos incluíram a “voz” de Paul Verlaine entre os chamados “poetas malditos”. A expressão é do próprio Verlaine, eleito em 1894 o “Príncipe dos Poetas”.
Em “A Voz dos Botequins e Outros Poemas” (Hedra, 2010), Verlaine conduz o leitor à sua vida desregrada pelas ruas de Paris, Rethel, Bruxelas e Londres. Esses versos foram originalmente publicados em 1944, e integravam o volume “Paralelamente a Paul Verlaine”.
Por meio da nostalgia, a poesia singular de Verlaine expressa os arrebatamentos da alma e transpõe seus sentimentos em impressões delicadas e minúsculas diante de um cruel cotidiano que lhe atormentava.
Em 1880, ele mantinha um relacionamento com Lucien Létinois, um ex-aluno da instituição em que Verlaine ensinou durante dois anos e de onde foram expulsos por causa de sua “amizade”. Motivo pelo qual o poeta afundaria-se novamente no álcool.
Com tradução de Guilherme de Almeida e organizado por Marcelo Tápia, o volume corresponde fielmente, quanto à seleção dos poemas e às recriações, à publicação original. No apêndice, há uma entrevista concedida por Verlaine a Jules Huret, em 1891, reunida depois em “Enquête sur l’évolution littéraire”.
Folha
Enredo do gibi “Joquempô” cria jogos de enigmas
22/02/10
A frase “o mundo está dividido entre… e…”, passível de ser completada por uma infinidade de termos, serve de esquema para explicar o funcionamento do mundo no gibi “Joquempô”. Nesse caso, a divisão é entre aqueles que são “papel” (as pessoas que mudam o mundo com ideias), “pedra” (a massa) e “tesoura” (os poderes político, econômico e religioso).
Para quem se lembra do joguinho, o esquema faz o mundo funcionar mais ou menos assim: formadores de opinião influenciam a massa, que derruba governos, que podam ideias etc. Essas engrenagens, que ainda serão mais bem explicadas no segundo número do gibi –previsto para junho–, são parte de um mecanismo complexo planejado pelo autor Rogério Vilela. O projeto inclui 11 temporadas, cada uma com número variável de edições.
A história do gibi, com pitadas de “Lost” e “Jogos Mortais”, se passa em 2014, num mundo em que os países da América Latina estão em guerra. Ronaldo é treinador da seleção brasileira de futebol e o PCC se aliou ao governo de SP para cuidar da população carente. Os protagonistas se envolvem numa série de mistérios e perigos que, como promete a capa do gibi, podem “alterar de forma definitiva o destino de toda a civilização”.
Como boa obra de suspense baseada em enigmas, “Joquempô” pede leitores atentos e dispostos a voltar para quadros anteriores em busca de detalhes então ignorados.
O roteiro bem estruturado de Vilela, porém, aliado ao traço limpo de Nelson Cosentino, garantem que esse esforço de leitura não seja maçante.
Entre os recursos de que lançou mão está, por exemplo, a grade fixa de nove quadrinhos, que norteia o ritmo das cenas de maneira cinematográfica.
A narrativa de Vilela é fruto de carreira de fôlego. Ele fundou o site de humor “Mundo Canibal” e a produtora Fábrica de Quadrinhos. Também foi desenhista da Marvel e ilustrou RPGs e jogos de cartas como “Magic: The Gathering”.
O projeto de “Joquempô” é o mais recente de sua trajetória, mas surgiu paralelamente aos demais. Começou há quase dez anos e chegou a render um romance -engavetado. A ideia foi acelerada com a chegada dos R$ 25 mil recebidos da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, por meio do Programa de Ação Cultural de 2008.
Cada arco de histórias da série terá um desenhista diferente.
JOQUEMPÔ
Autores: Rogério Vilela (história) e Nelson Cosentino (desenhos)
Editora: Devir
Quanto: R$ 19,50 (56 págs.)
por DIOGO BERCITO
Jornalista refaz trajeto de Euclides da Cunha na Amazônia
20/02/10
Entrevistas e fotografias revelam um pouco mais da cultura e da realidade histórica de uma das regiões mais afastadas dos grandes centros do país, a amazônica. É assim que o leitor é apresentado aos dramas e diversidades da nação em “Amazônia de Euclides”, do jornalista Daniel Piza, lançado neste mês pela editora LeYa.
Piza refaz a viagem realizada por Euclides da Cunha (1866-1909) no ano de 1905, quando foi designado para liderar a comitiva mista brasileiro-peruana de reconhecimento do Alto Purus. O autor faz uma leitura comparativa da época com a realidade do local hoje.
À época, Euclides também fez uma importante análise histórica, social e geográfica do extremo oeste da Amazônia. Tanto que o relato impulsionou o escritor e o fotógrafo Tiago Queiroz a cruzarem o rio Purus em 2009 e a repetirem o trecho final do trajeto de Euclides.
Dentro da reconstituição atual, o autor destaca e assinala as diferenças e semelhanças na paisagem física, social e econômica da Amazônia, a estagnação econômica da região, o advento da religião evangélica e a volta dos índios kaxinawá e kulina, 104 anos após o percurso euclidiano.
Folha
Gravadora veta livro de fã da dupla “Victor & Leo”
12/02/10
Sarom de Oliveira Durães passou dois anos escrevendo um livro sobre amor, simplicidade e superação, inspirado na canção “Deus e Eu no Sertão”, da dupla Victor & Leo. Em novembro do ano passado, realizou o sonho de conhecer os músicos e aproveitou para lhes entregar uma cópia de sua obra. Foi aí que Victor –autor das quatro canções citadas do livro– disse que a publicação só seria possível com a autorização da gravadora. Sarom entrou em contato com a Sony, mas o pedido foi negado.
“Quando comecei a escrever, eu não sabia que precisava de autorização, eu tinha apenas 15 anos, fiz com todo o carinho mesmo”, conta o fã, que diz ter produzido o livro em homenagem a Victor, Leo e dois tios que já morreram.
De acordo com Sarom, o livro não é uma biografia da dupla, e as músicas só aparecem porque serviram de inspiração. “A história fala de um jovem rico, que era mimado e usava drogas, mas que foi obrigado a morar no sítio do avô. Lá, ele conhece a simplicidade e muda totalmente de vida.”
Para explicar a não aprovação, a Sony diz que há pouco tempo foi lançado um livro com o mesmo título, “Deus e Eu no Sertão”, com ilustrações de Carlinhos Müller, e que a dupla já está com muitos outros projetos, mas que não houve nenhuma razão “mais forte” para o veto.
No Orkut, os fãs dos músicos sertanejos demonstram total apoio à publicação do livro de Sarom, já que acompanharam todo o processo de produção. Só na comunidade criada especialmente pra o livro, participam, atualmente, mais de 800 pessoas.
Abaixo, veja um trecho do livro que mostra o momento em que o personagem principal, João, percebe a importância da simplicidade e começa a mudar de vida.
*
“… Ele parou, deitou-se no chão enquanto o clima ia se acalmando e seus pensamentos voltavam para o lugar. Foi quando João começou a pensar na vida, nos erros que já havia cometido, e fechou os olhos por alguns segundos, ouvindo o barulho das árvores balançando com o fim da tarde… Mas ao abrir os olhos, nem acreditou…
Estava de frente a uma das imagens mais lindas que ele já tinha visto em sua vida, o pôr-do-sol. O barulho do balanço das árvores fazia parecer que estavam comemorando aquilo tudo, quando ele se lembrou do primeiro dia do ano, de uma imagem semelhante àquela que estava vendo agora, o nascer do sol, e descobriu que esse já não havia sido apenas um sonho. Era verdade mesmo. Era lindo e inexplicável… João, com os olhos cheios de lágrimas, só olhava, sem pensar em nada. Era como se, em questão de segundos, tudo tivesse sido apagado de sua memória. Por mais que fosse só por aquele momento, ele não queria saber de nada, não queria pensar em nada, queria apenas contemplar aquele momento, que ele já havia visto milhares de vezes, mas nunca tivera realmente sentido, o verdadeiro significado daquilo tudo…
Um simples pôr-do-sol, que mudou tudo na vida de João. Que o fez entender o verdadeiro significado da simplicidade da vida… O pôr-do-sol que apagou tudo de sua memória: trabalho, tristezas, drogas, desilusões, mentira, enfim, a parte ruim de seu passado. E ao perceber que seu coração havia sido tocado pela simplicidade, João viu que poderia levar sua vida de outra forma, mais simples, e muito feliz. Ele viu que muitas vezes a gente não se dá conta de que a felicidade está bem na nossa frente, basta apenas aceitá-la. Ele viu que a felicidade não estava no dinheiro, não estava nas mansões, muito menos nas drogas. Ele viu que a felicidade estava na palavra que mudou sua vida, e que também poderia mudar a vida de todas as pessoas: a simplicidade…”
por FABIANA SERAGUSA
“Harry Potter” e “Crepúsculo” serão tema de estudo em Cambridge
09/02/10

Novo centro de estudos da Universidade de Cambrigde irá analisar como livros, filmes, videogames e outras mídias atingem às crianças de maneiras que pais e professores não conseguem.
O centro, que faz parte da Faculdade de Pedagogia, é uma expansão do programa de ensino atual, que incluiu livros escolares, folclore, contos de fadas e clássicos como “A Ilha do Tesouro”.
A partir de agora, irá abranger os best-sellers modernos, como a série “Harry Potter e os livros de “Crepúsculo”, que serão estudadas juntamente com “Alice no País das Maravilhas” e outros.
A primeira diretora do centro, a professora Maria Nikolajeva, falou à BBC sobre a importância de entender o que está influenciando os jovens. “É fácil dizer que estas coisas são apenas para crianças ou que são lixo, mas eu não acho o suficiente. Se o que nós consideramos porcaria é popular entre os jovens, precisamos saber como e por que, como pesquisadores e professores, para oferecer o que eles precisam”.
Alguns professores recém-formados não entendem a necessidade de ter estes livros e filmes nas classes. “Estudá-los pode nos ajudar a lidar com questões importantes não apenas para os jovens, mas para os adultos também”, complementa Nikolajeva.
Folha
“Saco de Ossos” de Stephen King vai virar minissérie televisiva
09/02/10
O romance “Saco de Ossos”, do mestre do terror Stephen King, será adaptado em uma minissérie. O livro conta a história de um escritor que está bloqueado desde que sua esposa morreu há quatro anos.
O protagonista Noolan resolve retornar à casa à beira de um lago onde o casal viveu seus momentos mais felizes. Diante da tela branca do computador, ele vê o vazio doloroso que passou a dominar seus dias. Nem mesmo o sono lhe traz alívio. Noonan é agora atormentado por terríveis pesadelos a casa do lago.
Ao retornar à pequena cidade, terá que enfrentar um amor antigo que o tempo e a morte não conseguem destruir, além da história de uma nova paixão – um relacionamento assombrado por segredos do passado.
A série será dirigida por Mick Garris, que também adaptou para TV livros como O “Iluminado”, “A Dança da Morte” e, será o diretor e o roteiro é assinado por Matt Venne. As filmagens começam no meio do ano, mas ainda não foi anunciado que emissora irá transmitir a série.
Folha








