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Record convida Publicitários mineiros para conhecerem o Recnov

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A Record Minas convidou um grupo de profissionais do mercado publicitário mineiro para conhecer os estúdios RecNov, no Rio de Janeiro. O grupo, formado por profissionais de grandes agências de Belo Horizonte, participou da visita na última terça-feira, 28 de agosto. Estiveram presentes as agências Pro Brasil, Tom Comunicação, Lápis Raro, Sofia, Staff, Inovate, Faz Comunicação, HS Publicidade, Cannes e Impacto.

Com essa iniciativa, a Record Minas espera estreitar o relacionamento com os profissionais e apresentar as novidades da programação e investimentos da Rede Record. A emissora tem investido em teledramaturgia, com contratação de atores renomados, grandes produções e novelas que vem atraindo cada vez mais o público nacional.

O diretor executivo da Record Minas, Claudio Rodrigues, e o diretor comercial e de marketing, Wagner Espanha, acompanharam o grupo. Os convidados visitaram as estruturas do RecNov, os estúdios das novelas Rebeldes e Máscaras e conheceram alguns artistas da emissora. Eles também viram, em primeira mão, os estúdios da nova novela Balacobaco, que estreia em outubro, e da nova minissérie da Record, José, com estreia prevista para janeiro. O grupo foi recepcionado na área vip do local e conheceu a história do RecNov, um dos maiores complexos  de estúdios da América do Sul.

A diretora de atendimento da Lápis Raro, Simone Moreira, foi uma das integrantes do grupo. “Pudemos conferir os investimentos em estrutura, na contratação de profissionais e no cuidado com cada detalhe. Saímos com a certeza de que a aposta na teledramaturgia - “paixão dos brasileiros”, beneficiará os principais interessados, os telespectadores”, afirmou. O gerente de planejamento e atendimento da Faz Comunicação, Gustavo Garcia de Faria, também aprovou a ação da Record Minas. “A visita foi uma ótima iniciativa, pois fortaleceu os elos entre o veículo e o mercado, além de mostrar o potencial da emissora”, reforçou.

Para o diretor- presidente da Staff Publicidade, José Maria Vargas, o passeio foi encantador, principalmente pela gentileza dos cicerones Cláudio Rodrigues e Wagner Espanha. “O crescimento da Record é, sem dúvida, um benefício inestimável para a publicidade brasileira, por se apresentar como uma opção segura para investimentos publicitários e o sucesso dos nossos clientes”, afirmou.

A próxima ação do projeto ,“Conexão me leva RecNov”, será premiar um grupo de telespectadores para conhecer os estúdios RecNov. A proposta da emissora é promover um concurso cultural para atingir o grande público. Em um segundo momento, a Record Minas também pretende levar os jornalistas da imprensa local.

Rafinha Bastos pede demissão na Band

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Na última semana, quando boa parte da alta cúpula da Bandeirantes estava fora do Brasil, na Mipcom, em Cannes, Rafinha Bastos apresentou seu pedido de demissão ao diretor de planejamento, Juca Silveira.

Entre outros motivos, segundo a coluna pode apurar, Rafinha alega que não tem mais condições de voltar ao ar. Ele não saberia como se comportar no “CQC” e o que poderia ou não dizer no programa, quando se autorizasse a sua volta.

A emissora não tem, até agora, uma posição oficial sobre o assunto, mesmo porque existe a questão da multa rescisória. O caso ainda não foi analisado e uma decisão a respeito só deve sair depois do feriado desta quarta-feira.

por Flávio Ricco

Filme brasileiro selecionado para Cannes custou R$ 74 mil

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“Permanências”, média-metragem de 34 minutos realizado, com R$ 74 mil pelo brasileiro Ricardo Alves Júnior, foi exibido na tarde hoje na Semana da Crítica, uma das mostras paralelas do Festival de Cannes.

O filme terá ainda uma segunda exibição amanhã. A Semana da Critica é considerada uma janela para a produção experimental para a descoberta de novos diretores.

Leia, a seguir, a entrevista que Júnior concedeu à Folha:

Folha – Como você inscreveu seu filme e como soube que tinha sido selecionado?

Ricardo Alves Júnior - O filme estreou em novembro de 2010 no Janela Internacional de Cinema do Recife, onde ganhou o prêmio de melhor filme. Nesse mesmo festival, Bernard Payen, programador da Semana da Crítica, viu o filme e sugeriu que eu me inscrevesse em Cannes.

Fiquei sabendo da seleção através de um e-mail, dez dias antes do anúncio oficial. Foram alguns dias de sigilo. Contei só para os parceiros com quem fiz o filme. Ficamos todos muito felizes.

Cada vez mais, o média-metragem perde o espaço de exibição. Essa seleção para Cannes pode fazer com outros festivais de curtas repensem seu critério em relação a duração dos filmes.

Os festivais internacionais são mais abertos a esse tipo de filme que o Brasil?

Meus curtas anteriores “Material Bruto” e “Convite para Jantar com o Camarada Stalin” passaram em festivais importantes como Rotterdam, Oberhausen e Paris Cinema. Comecei a ver então como o interesse pelo cinema brasileiro autoral vinha crescendo.

Só entre os mineiros, tivemos, neste ano, filmes na competição de Rotterdam (“O Céu sobre os Ombros”), na Seção Fórum do festival Berlim (“Os Residentes”), o curta “Ensolarado” no programa Geração também em Berlim e, ainda, uma retrospectiva da Marília Rocha com três longas no festival Vision de Reel.

Mas na maioria dos casos, nosso cinema é mais conhecido fora do Brasil do que aqui dentro. Ainda existe uma nebulosa questão política que tenta afastar o que estamos chamando de cinema autoral brasileiro do próprio público brasileiro, criando uma dicotomia entre mercado e cinema de autor.

Esse cinema está conquistando um mercado internacional e acredito que já é hora do Ministério da Cultura criar uma política interna de distribuição desses filmes que, infelizmente, têm muita dificuldade de chegar ao público brasileiro.

E só assim, tendo espaço para ser visto dentro do próprio país, ele poderá encontrar a sua voz.

“Permanências” foi filmado no conjunto habitacional IAPI, em Belo Horizonte. Por que esse lugar te interessou?

Faz quase 9 anos que me relaciono com esse lugar. Meu primeiro curta, “Material Bruto”, foi filmado lá. Esse conjunto habitacional é, para mim, como “um navio naufragado no centro da cidade”. Quis fazer um filme que proporcionasse a experiência de habitar o tempo desse espaço fantasmagórico. Para filmar, aluguei um apartamento no conjunto e, com a equipe, morei lá por 45 dias.

Que tipo de esperança ou certeza a vinda para Cannes te dá?

Um curta ou um média metragem, já pelo formato, tem sua dificuldade de projeção. Suas únicas janelas de exibição são os festivais ou a venda para TV e internet. Cannes dá uma grande visibilidade para o meu trabalho.

Além disso, como se trata de um filme de perfil experimental, que propõe uma relação narrativa com o espectador diferente do padrão proposto pela TV, a seleção me dá confiança para seguir apostando numa linguagem própria.

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