Teatro
Ouça trecho do stand-up “Comédia na Veia”
21/05/10
O grupo de Stand-up Comedy “Comédia na Veia” retorna aos palcos do Teatro Anhembi Morumbi nesta sexta-feira, às 23h59.
Os humoristas Bernardo Veloso, Douglas Alexandre, Fábio Gueré, Rafael Oliver e Zé Luiz Martins se inspiram em acontecimentos cotidianos deles ou de pessoas que aparecem na TV e nos jornais para compor os textos.
De acordo com Fábio Gueré o público se diverte porque se identifica com o que é apresentado. “A gente [grupo] parece ‘Legião Urbana’, porque sempre tem uma música ou situação que já passamos na vida”, diz.
O “Comédia na Veia” também fará apresentações nos dias 4 e 18 de junho.
Abaixo, ouça trecho do espetáculo em que Gueré analisa o relacionamento do homem com seu animal de estimação.
“Comédia Na Veia”
Onde: Teatro Anhembi Morumbi, r.Dr. Almeida Lima, 1.134, Mooca, região leste, São Paulo, tel.:0/xx/11/2081-5924
Quando: Sex., 21/5, 4/6 e 18/6, às 23h59.
Quanto:R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia entrada)
Ilustrada
Mariana Ximenes estuda dois textos para voltar ao teatro
12/05/10

Escalada para interpretar uma vilã na nova novela das oito, “Passione”, a atriz Mariana Ximenes já tem planos para quando acabar a trama.
A informação é da coluna Mônica Bergamo.
Afastada há quatro anos dos palcos, Mariana estuda dois textos para representar no teatro. “Ainda não posso contar o que é”, diz a atriz.
“Passione” estreia no próximo dia 17.
Brasil disputa musicais da Broadway
02/05/10
A pergunta “Quem dá mais?” parece ter encontrado um novo lugar no mundo das artes: o circuito dos musicais. Os “importadores” de peças da Broadway do eixo Rio-São Paulo já começam a esbarrar em situações de disputa e concorrência por direitos de obras premiadas ou que tiveram boa aceitação de público e crítica. Sinal de que o gênero movimenta um mercado bastante promissor –para não dizer rentável.
Segundo Cláudio Botelho, sócio da Aventura Entretenimento e autor de versões para espetáculos como “Avenida Q” e “O Despertar da Primavera”, a aquisição dos direitos para montar “Hair” foi disputada “mil a mil reais” com uma grande empresa do ramo, que ele não revela o nome. A primeira oferta para adquirir os direitos sobre o musical, que deve estrear no segundo semestre, foi de US$ 30 mil, conta Botelho. A última, inflacionada pela concorrência, chegou a US$ 35 mil.
O valor é pago também como uma espécie de garantia de que ninguém monte o trabalho no país. Mas quem adquire o direito tem prazo determinado para levantar a encenação. Em geral, vale por até dois anos.
Virou guerra
Para se precaver de concorrências futuras, a Aventura acabou levantando um verdadeiro estoque: além de “Hair”, que estreia no segundo semestre, e de “Gypsy”, que entra em cartaz hoje no Rio, estão na gaveta da produtora textos de “Nine”, “Kiss Me Kate”, “The Fantastics!”, “O Violinista no Telhado” e “Anne”.
“Agora virou guerra”, diz Botelho. “Hoje, você vai tentar montar um musical e, quando vê, o direito já foi comprado por alguém que nem é do ramo”, completa o diretor, que viu o quadro de funcionários da produtora da qual é sócio triplicar de tamanho, pouco tempo depois de ela completar um ano de existência.
A maior “concorrente” da empresa carioca, considerando-se o poder de barganha para conseguir direitos, é a T4F. Só que, diferentemente do grupo formado por Botelho, Charles Möeller e mais cinco sócios, a empresa paulista traz espetáculos em esquema de franchising. Isto é, os musicais da T4F, em geral, são cópias dos originais, a exemplo de “Cats”, em cartaz no teatro Abril, e de “Mamma Mia!”, que deve estrear no segundo semestre.
Bert Flink, vice-presidente de comunicação da agência The Rodgers & Hammerstein Organization, que detém os direitos dos musicais “O Despertar da Primavera”, “Noviça Rebelde” e “O Rei e Eu”, confirma um aumento de solicitações entre produtores brasileiros. “Nós temos sido bastante procurados para licenciar versões na língua portuguesa”, conta. Segundo Flink, houve procura também pelas peças “Altar Boys”, “Footloose”, “Smokey Joe’s Café” e “I Love You, You’re Perfect, Now Change”, nenhuma delas ainda produzida.
Todos os cantos
O boom de musicais em terras tupiniquins faz parte de um contexto internacional, segundo Flink. Houve aumento na procura de direitos entre países da América Latina. Brasil, Rússia, China e Índia também se destacam na lista que contempla todos os continentes.
O diretor Jorge Takla, da peça “O Rei e Eu”, acha que a disputa pode estar acontecendo especialmente entre os musicais que estrearam na Broadway mais recentemente.
Para o diretor, o estímulo no Brasil foi determinado principalmente por questões de infraestrutura. O número de musicais cresceu depois que São Paulo e Rio de Janeiro ganharam teatros capazes de abrigar peças do gênero. “Também criou-se aqui um ambiente favorável, com técnicos e cantores-intérpretes mais bem preparados”, diz Takla.
A aquisição do direito para montar “O Rei e Eu”, no entanto, não foi tão difícil, diz. “Eu gosto de montagens antigas, e essas não são tão procuradas”, afirma Takla, que não revela o valor pago pelos direitos da montagem que tem Tuca Andrada no elenco. Mas conta que pagou US$ 25 mil (cerca de R$ 44 mil) por “My Fair Lady”, em 2007, e US$ 50 mil (R$ 88 mil) por “West Side Story”, em 2008. O próximo de sua lista é “Evita”, de Andrew Lloyd Webber. Está garantido, para 2011.
por GUSTAVO FIORATTI
Silvio de Abreu reúne damas do teatro em novela “à italiana”
29/04/10
Fernanda Montenegro e Aracy Balabanian nunca haviam dividido uma cena. Para o primeiro encontro, não tiveram o teatro como testemunha, mas câmeras da Globo apontadas para uma capela inacabada numa planície da Itália. “Passamos o dia todo juntas”, lembra Aracy. “Conversamos, nos emocionamos, estudamos.” A cena levou quatro horas.
O encontro inédito é dos momentos cruciais de “Passione”, novela das 20h que estreia em 17 de maio e que tem outro grande nome do teatro brasileiro: Cleyde Yáconis.
Pela importância dos papéis e qualidade de atuação, todas são protagonistas, diz o autor Silvio de Abreu. “Antes, fazíamos novela com 20, 30 minutos. Hoje, são quase 50 mais os comerciais. Você precisa ter histórias e personagens para chegar ao fim de um capítulo.”
“Passione” contará a busca de Bete (Fernanda Montenegro) pelo filho, tirado dela pelo marido, Eugênio (Mauro Mendonça). Na Itália, o filho, já grande, é Antonio (Tony Ramos) e vive com a mãe, Gemma (Aracy Balabanian).
Em “Passione”, as mulheres surgem como divas: entre outras cenas, há Maitê Proença dirigindo um conversível e Mariana Ximenes correndo pelos campos na Itália. “Nas minhas novelas, as pessoas são bonitas. Gosto de fantasia. Realidade, não. Minha vida é comum, mas minha cabeça, não.” E, para que se tenha certeza de que será, de fato, uma novela dele, o autor adianta: haverá, é claro, um assassinato e o mistério do algoz.
PASSIONE
Quando: a partir de 17/5, de seg. a sáb., depois do “Jornal Nacional”, na Globo
Classificação: 10 anos
por AUDREY FURLANETO
Peça de teatro “Clandestinos” vai virar série na Globo
28/04/10
A TV Globo bateu o martelo e resolveu que irá adaptar a peça de teatro “Clandestinos”, de autoria de João Falcão, para a telinha. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a emissora transformará a peça em uma série de mesmo nome.
O programa já teve seu piloto gravado há alguns dias em locações externas no Rio, como no Centro, na Cinelândia e no tradicional bairro de Santa Tereza. A série terá sete episódios e contará com o mesmo elenco da peça, formado por 14 atores jovens e que não são conhecidos do grande público.
Além disso, o seriado terá a participação de atores da Globo, como Fábio Assunção e Dennis Carvalho, que viverão eles mesmos na história. “Clandestinos” tem previsão de estreia para o segundo semestre deste ano.
NT
Wanessa negocia participar de musical “Zorro”
20/04/10

A cantora Wanessa (ex-Camargo) negocia para interpretar a mocinha no musical “Zorro”.
A informação é da coluna Mônica Bergamo.
O ator Murilo Rosa será o protagonista. Ele está fazendo aulas de dança flamenca, canto, esgrima, acrobacia e musculação para interpretar o personagem. O espetáculo está previsto para estrear em julho, em São Paulo.
“Meu personagem não é marombado, é ágil, solto, leve”, diz. Dois integrantes do grupo Gipsy Kings farão parte da banda na estreia do espetáculo, que conta com músicas do conjunto na trilha sonora.
Astro de “Harry Potter” estreia em musical na Broadway
17/04/10
Daniel Radcliffe, conhecido por interpretar o mago Harry Potter no cinema, vai estrear no começo do ano que vem em musicais da Broadway, em uma remontagem de “How to Succeed in Business Without Really Trying”, disseram produtores na quinta-feira.
O ator britânico de 20 anos, foi aclamado por sua estreia na rua dos teatros de Nova York, com a peça “Equus”, em 2008. Agora ele assumirá o papel de J. Pierrepont Finch, no musical baseado no livro satírico de autoajuda de Shepherd Mead – “Como ter sucesso nos negócios sem tentar de verdade”.
Finch é um jovem lavador de vidraças que segue os conselhos do livro e chega a vice-presidente de uma agência de propaganda, mas enfrenta dificuldades na sua vida amorosa. O musical foi encenado pela primeira vez em 1961 e recebeu os prêmios Tony e Pulitzer.
Radcliffe atualmente participa das filmagens da oitava e última parte da saga de Harry Potter, baseada nos sete romances de J.K. Rowling.
Reportagem de Michelle Nichols
Peça com atriz “Pequena Miss Sunshine” como Helen Keller sai de cartaz
30/03/10

Abigail Breslin (à esq.) contracena com Alison Pill na peça "The Miracle Worker", que vai sair de cartaz nos EUA
A remontagem da peça “The Miracle Worker”, com a jovem atriz Abigail Breslin no papel de Helen Keller, sairá de cartaz na Broadway depois de uma decepcionante venda de ingressos, disseram produtores nesta segunda-feira (29).
Breslin, de 13 anos, indicada ao Oscar pelo filme “Pequena Miss Sunshine”, recebeu elogios da crítica por sua estreia na Broadway interpretando a surda e muda Keller, mas não foi o suficiente para manter a remontagem em cartaz. A peça encerrará a temporada depois de 38 apresentações e prejuízo de 2,5 milhões de dólares.
O produtor David Richenthal disse que estava “entristecido” pelo fato de a remontagem da peça de William Gibson ter de sair de cartaz.
A peça, que também estrelou a atriz Alison Pill como a professora de Keller, Annie Sullivan, estreou na Broadway pela primeira vez há mais de 50 anos com Anne Bancroft e Patty Duke.
Ilustrada
Rachel Weisz ganha prêmio de melhor atriz no teatro
22/03/10
Rachel Weisz foi a vencedora na categoria melhor atriz do prestigioso prêmio Lawrence Olivier de teatro, que foi marcado pela vitória surpreendente da jovem dramaturga americana Katori Hall na categoria de nova obra teatral.
A atriz, que já ganhou um Oscar, foi premiada pela interpretação de Blanche Dubois em uma produção de “Um Bonde Chamado Desejo”, de Tennessee Williams, na cerimônia celebrada domingo à noite em Londres.
A atriz britânica, vencedora do Oscar de atriz coadjuvante em 2006 por “O Jardineiro Fiel”, dirigido pelo brasileiro Fernando Meireles, derrotou entre outras na categoria a americana Gillian Anderson –famosa como a agente do FBI Dana Scully na séria “Arquivo X”–, indicada por “A Casa de Bonecas”.
Outras duas estrelas de Hollywood, Jude Law (indicado a melhor ator por “Hamlet”) e Keira Knightley (indicada na categoria atriz coadjuvante por “O Misantropo), saíram de mãos vazias da premiação.
A surpresa da noite foi a vitória de Katori Hall, 28, na categoria melhor nova obra teatral com “The Mountaintop”. Ela se tornou a primeira dramaturga negra a receber o prêmio.
“The Mountaintop”, que fala sobre a última noite de Martin Luther King antes do assassinato, bateu as favoritas “Enron” e “Jerusalém”. A obra, a segunda peça escrita por Hall, estreou no segundo andar de um pub de Londres antes de ser apresentado durante nove semanas no West End.
Os maiores aplausos da noite foram recebidos pela grade dama do cinema, teatro e televisão britânica Maggie Smith, que recebeu o primeiro Olivier, honorário, pela grande contribuição ao teatro.
da France Presse, em Londres
Espetáculo para crianças vira sucesso no boca a boca
08/03/10
A cantora Fortuna, 52, põe Beatles e música clássica para as filhas, de seis e oito anos, ouvirem. As meninas gostam, segundo ela, que confessa: “Mas adoram “High School Musical’”.
Não é fácil fugir do marketing monstruoso desses musicais infantojuvenis enlatados, e as opções nacionais de qualidade para crianças são escassas. Talvez por isso, o boca a boca entre pais e professores leve espetáculos alternativos a se tornarem sucesso de bilheteria.
“Na Casa da Ruth”, criado e protagonizado por Fortuna, já foi visto por mais de 15 mil pessoas no circuito do Sesc, em São Paulo, e em outras oito cidades.
O CD e o DVD do show venderam mais de 25 mil cópias, resultado significativo para qualquer obra no atual mercado brasileiro. O sucesso levou o espetáculo a estrear no último sábado no teatro Sérgio Cardoso (São Paulo). A temporada, que segue nos finais de semana até 25 de abril, conta com o patrocínio da Fundação Nestlé e é a primeira fora do Sesc, patrocinador inicial do projeto.
Fortuna, conhecida por cantar músicas judaicas, teve a ideia de entrar para o mercado infantil enquanto lia poemas de Ruth Rocha para as filhas.
A escritora aprovou, e suas poesias se tornaram canções nas mãos de Hélio Ziskind, compositor da trilha sonora do “Cocoricó”. A primeira fase do projeto foi a gravação de um CD, com a participação do coral infantil do Sesc Vila Mariana.
No final de 2008, o disco virou show, com direção de Naum Alves de Sousa, cujo currículo inclui a criação de bonecos da versão nacional do “Vila Sésamo” da década de 70. Em 2009, a apresentação se transformou em um DVD, com desenhos de Mariana Massarani, ilustradora de livros de Ruth Rocha, e encarte bem-acabado.
“É incrível como esse projeto se propaga, como tem essa divulgação espontânea, do boca a boca. Nós investimos muito pouco em mídia”, diz Fortuna.
Depois de três décadas se apresentando para o público adulto, Fortuna afirma ter começado “uma nova carreira”.
“Através das crianças eu redescobri uma vitalidade diferente. Nas apresentações, quando estou atrás da cortina, começo a sentir aquele burburinho. A comunicação com a plateia infantil é instantânea.”
No palco, Fortuna contracena com o ator Rafael Zolko e é acompanhada por crianças do coral do Sesc Vila Mariana, jovens percussionistas de Parelheiros, bairro de periferia no extremo sul de São Paulo, e um quarteto instrumental.
O espetáculo tem dez músicas inspiradas em poemas de Ruth Rocha, além de canções infantis populares, entre elas “Alecrim”, “Borboletinha” e “Caranguejo Não É Peixe”.
NA CASA DA RUTH
Quando: sábados e domingos, às 16h; até 25 de abril
Onde: teatro Sérgio Cardoso (r. Rui Barbosa, 153, Bela Vista, São Paulo); tel. 0/xx/11/3288-0136
Quanto: de R$ 10 (meia) a R$ 20
Classificação: livre
por LAURA MATTOS
Angélica vai participar de minissérie da Globo
27/02/10
A apresentadora Angélica vai sentir de novo o gostinho da teledramaturgia. A loirinha foi convidada pelo diretor Daniel Filho para participar de um episódio da minissérie “As Cariocas”, com estréia prevista para maio.
A assessoria de Angélica confirma que ela recebeu o convite – e aceitou -, mas não tem mais detalhes sobre a produção. “Ela e o Daniel conversaram antes do Carnaval e vão ter uma reunião em breve sobre o trabalho”, afirma Juliana Cookie, assessora da apresentadora.
A Central Globo de Comunicação assegura que a minissérie existe, só que ainda não tem a grade de programação fechada, por isso não pode informar a data exata do início da produção nem quantos capítulos serão.
Angélica não faz nenhum trabalho como atriz na televisão desde Bambuluá, telenovela infantil que ficou no ar de outubro de 2000 a dezembro de 2001.
UOL
Multishow exibirá bastidores da peça “A Gaiola das Loucas”
27/02/10
A partir de domingo, dia 7/3, às 22h, o Multishow exibirá um especial de três episódios que mostram os bastidores da produção da peça “A Gaiola das Loucas”, que estreia no dia 5 de março, no Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro.
O público poderá conferir a relação de amizade entre o diretor Miguel Falabella, que também atua na peça, e o protagonista Diogo Villela. Também serão exibidas as audições, a seleção de elenco, incluindo os testes de voz, dança e acrobacia, além dos ensaios.
Chet Walker, o coreógrafo americano que já realizou diversas montagens da peça na Broadway, será um dos destaques do programa, que traz imagens do profissional ensaiando o elenco.
UOL
Cresce o número de peças teatrais inspiradas em filmes
09/02/10
O quadrilátero amoroso de “Sexo, Mentiras e Videotape” deixou a Louisiana, cenário do filme de Steven Soderbergh, para se recombinar num teatro perto de você. O clã que se despedaça em “Festa de Família” também largou a Dinamarca para lavar a roupa suja em palco brasileiro. Ah, sim, e o John Travolta cheio de enchimentos de “Hairspray” (feito no original de John Waters pelo travesti Divine) emprestou o figurino para Edson Celulari entrar em cena por aqui.
São cada vez mais frequentes no teatro brasileiro produções que usam roteiros cinematográficos como base dramatúrgica. Em São Paulo, pelo menos dois espetáculos em cartaz atualmente têm em filmes suas matrizes: “Play” (no Nair Bello) é decalcado de “Sexo…” e “Festa de Família” (no Sesc av. Paulista) empresta personagens e diálogos da fita nórdica homônima. Um terceiro, o musical “Hairspray”, estreia no próximo dia 26, no teatro Bradesco.
Ivan Sugahara, diretor de “Play”, reconhece que tomar como ponto de partida um enredo conhecido do público “ajuda comercialmente”, mas o importante é que o filme “pesca questões contemporâneas”.
Antes da montagem de agora (que rendeu ao autor Rodrigo Nogueira uma indicação ao Prêmio Shell-Rio), ele dirigiu “Memória Afetiva de um Amor Esquecido”, transposição de “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”.
Mudanças sutis
Nos dois casos, são feitas leves alterações nas histórias originais, e os diálogos são retrabalhados.
Em “Sexo…”, o personagem gravava depoimentos de mulheres porque era impotente; na peça, ele é videoartista.
Já “Memória Afetiva…” apresenta o programa de apagamento de lembranças indesejadas como um dentre muitos produtos de uma empresa especializada na comercialização da felicidade.
“Quanto menos se fica preso ao original, melhor. Quem for ao teatro esperando uma exaltação do filme vai se decepcionar. É outra mídia. Tanto o público quanto o criador devem ter isso como norte”, observa Sugahara, que se descreve como “mais cinéfilo do que teatrófilo” e, nas releituras, busca “teatralizar procedimentos de cinema, como edição e close”.
Bruce Gomlevski, ator e diretor de “Festa de Família”, faz coro. “Tentei não usar o filme como exemplo. Não voltei a ele durante os ensaios, senão ficaria um franchising.”
“Festa…”, de Thomas Vinterberg, testemunha o choque causado pela revelação de que um patriarca (cujos 60 anos são o motivo da celebração) abusou sexualmente dos filhos. O filme foi rodado segundo a cartilha do Dogma 95, que preconizava um cinema livre de todo artificialismo (da luz e do cenário a inserções na pós-produção).
O inglês David Eldridge adaptou o roteiro para o teatro com ajustes mínimos. O fantasma da filha que cometeu suicídio, apenas sugerido no cinema, aqui adquire corpo.
Gomlevski questiona a possível “vantagem competitiva” dada pela raiz fílmica da peça (“sobretudo porque “Festa” não é um blockbuster”). Mas aponta a “importação” de roteiros como isca para atrair o público jovem, geralmente mais afeito ao cinema do que ao teatro.
Miguel Falabella, diretor de “Hairspray”, contesta: “Para aumentar o público jovem no teatro, vale mais a temática [do que recorrer ao cinema]. E a mídia brasileira poderia ser mais carinhosa com as peças.”
por LUCAS NEVES







